Um artigo divulgado no site Science Daily na passada terça-feira dia 8 de Agosto, sobre um estudo levado a cabo por investigadores da “University of Pittsburgh Graduate School of Public Health” (e publicado na revista “Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology” da American Heart Association (AHA)) vem levantar algumas questões que reafirmam o muito que ainda se desconhece sobre o metabolismo do colesterol.

Os resultados do estudo indicam que esse tipo específico de colesterol no sangue pode não se traduzir em risco reduzido de doença cardiovascular em mulheres menos jovens – colocando em questão o atual do colesterol HDL em equações projetadas para a previsão de risco de doença cardíaca, particularmente para mulheres.

O HDL é uma família de partículas encontradas no sangue que variam em tamanho e conteúdo de colesterol. O HDL tem sido tradicionalmente medido como o colesterol total transportado pelas partículas de HDL, conhecido como colesterol HDL. O colesterol HDL, no entanto, não reflete necessariamente a concentração total, a distribuição desigual, ou o conteúdo e a função das partículas de HDL.

Pesquisas anteriores demonstraram as características de proteção do coração do HDL. Esse bom colesterol carrega as gorduras para longe do coração, reduzindo o acúmulo de placas e diminuindo o potencial de doenças cardiovasculares.

As mulheres estão sujeitas a uma variedade de alterações fisiológicas em seus hormônios sexuais, lipídios, deposição de gordura corporal e saúde vascular à medida que passam pela menopausa. Os autores do estudo levantam a hipótese de que a diminuição do estrogênio, um hormônio sexual cardioprotetor, juntamente com outras alterações metabólicas, pode desencadear inflamação crônica ao longo do tempo, o que pode alterar a qualidade das partículas de HDL.

Os investigadores analisaram 1.138 mulheres entre 45 e 84 anos, inscritas nos EUA no Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA), um estudo de pesquisa médica patrocinado pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue (National Heart, Lung and Blood Institute) do Instituto Nacional de Saúde (NIH). A MESA começou em 1999 e ainda acompanha os seus participantes hoje em dia.

A associação prejudicial de um maior colesterol HDL, com risco de aterosclerose foi mais evidente em mulheres com idade mais avançada na menopausa e em mulheres com 10 anos ou mais anos em pós-menopausa.


Em contraste com o colesterol HDL, uma maior concentração de partículas totais de HDL foi associada com menor risco de aterosclerose. Além disso, ter um elevado número de pequenas partículas de HDL foi considerado benéfico para mulheres na pós-menopausa. Esses achados persistem independentemente da idade e de quanto tempo se passou desde que as mulheres entraram na menopausa.

Por outro lado, grandes partículas de HDL estão ligadas a um risco aumentado de doença cardiovascular próxima à menopausa. Durante esse período, a qualidade do HDL pode ser reduzida, aumentando a chance de as mulheres desenvolverem aterosclerose ou doença cardiovascular. À medida que as mulheres se distanciam de sua transição, a qualidade do HDL pode se recuperar – tornando o bom colesterol cardio-protetor novamente.

Num resumo, podemos referir que os fatores pós-menopausa podem ter um impacto sobre as qualidades protetoras do coração, das lipoproteínas de alta densidade (HDL) – também conhecidas como “bom colesterol”. Os resultados colocam em questão o uso atual do colesterol total HDL, como marcador de previsão de risco de doença cardíaca (pelo menos em mulheres pós-menopausa). Também de sublinhar a importãncia de destinguir dimensão / densidade de partículas (tal como no LDL). A dimensão / densidade fazem toda a diferença na distinção das lipoproteínas.

Para ler o original podem clicar aqui:

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