pequeno-almoço

Será que afinal a Kellogg’s, Hershey’s e outras semelhantes tinham razão?

 

Talvez não…vocês entretanto já se habituaram a que introduza assuntos polémicos e se calhar vale a pena “aguentar” mais um pouco antes de investir em mais ações da “Corn Flakes”…

Se uma vez mais tiverem paciência para ler isto, vão perceber que sim, que afinal o “pequeno-almoço” (ou um almoço pequeno, como curiosamente até sugere…) é estrategicamente a refeição mais importante do dia…

Fisiologicamente e de uma forma muito básica (de maneira a que até eu perceba…) o que nos acontece ao acordar?
Em primeiro lugar temos as reservas de glicose baixas (a menos que nos tenhamos empanturrado de açúcar ao deitar) e a insulina tá “sogadita” …relembro que a insulina é a hormona “má da fita” que converte a glicose em triglicerídeos para armazenar nas células como gordura corporal (após esgotar o armazenamento nos músculos e fígado, armazenamento esse reduzido). É esse fenómeno, fundamentalmente, que nos faz engordar.

Durante o estado de repouso e com o processo digestivo “em pausa” (supondo que não se deitaram a seguir a uma feijoada) o nosso corpo esteve eficientemente a “construir músculo, a “reparar” mazelas, etc… Durante o dia está ocupado com o constante processo digestivo típico das 6 ou mais refeições por dia que a dieta “convencional” recomenda…

Ao acordarmos, a fantástica máquina que é o nosso metabolismo segrega a hormona cortisol, a chamada “hormona do stress”, que nos “arrebita” para acordar e enfrentar os “perigos” do dia. É a hormona associada ao estímulo de “fight or flight” (luta ou foge) que permitia aos nossos antepassados lidar com os ursos e tigres de dentes de sabre (hoje em dia são fiscais das finanças…).

A hormona cortisol está disponível em maior quantidade de manhã e vai-se dissipando ao longo do dia. O cortisol amplia bastante o efeito da insulina, pelo que é mais um motivo (importante) para evitar hidratos logo pela manhã…
Como as reservas de glicogênio estão tendencialmente mais esgotadas e passamos horas sem comer, o corpo está mais receptivo a usar as outras reservas de energia acumuladas (a gordura corporal).

A primeira refeição do dia é a que “quebra o jejum”, breakfast como dizem muito bem os ingleses. Podemos prolongar ainda mais e não comer (a refeição que quebra o jejum pode muito bem ser o almoço) ou podemos adoptar o Turbinado como estratégia para prolongar o JEJUM INSULÍNICO deixando mais tempo a insulina “sogadita”…isso vai optimizar um processo de adaptação à utilização da gordura corporal como fonte de energia.

Por tudo isso o pequeno-almoço é realmente, estrategicamente, a refeição mais importante do dia. Pode é ser “breakfast” ao almoço, ou até ao jantar. Se possível não quebre o jejum “à bruta” com más escolhas. Sobretudo se até calha estar a concluir uma fantástica “aventura” de jejum de 24h, 48h, 72h ou mais horas…não avance logo para pratos substanciais, mesmo que cheios de boa gordura e boa proteína. Faça a reintrodução de alimento progressivamente e por favor evite os hidratos nessa “quebra”…

Certificar-se que o pequeno-almoço (ou PA) é constituído por boas escolhas, privilegiando boas gorduras e/ou proteína e evitando os hidratos, substituir o PA por um turbinado para prolongar o JEJUM INSULÍNICO, ou ainda optando por ficar em jejum… pode ser efectivamente a decisão alimentar mais importante do dia…

Em vez de investir em acções da Kellogg’s, adquira uma ou duas galinhas poedeiras… é melhor investimento, sobretudo na sua saúde!

 

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