medicina alternativaA medicina “convencional” como hoje a reconhecemos é básicamente aquela praticada nos Hospitais e Centros de Saúde e “orientada” pelas directrizes do sistema nacional de saúde e pelos diversos subsistemas (ADSE, SAMS, etc…). Conhecemos ainda diversas formas de “medicina alternativas”. Termos como: homeopatia, acupuntura, osteopatia, aromoterapia ou reflexologia já são relativamente comuns.

Surpreendente será talvez referir que a Organização Mundial de Saúde contempla-as nas suas recomendações e a própria legislação portuguesa já evoluiu no sentido de reconhecer e regulamentar o exercício de sete dessas medicinas: a medicina tradicional chinesa, a acupuntura, a fitoterapia, a homeopatia, a naturopatia, a osteopatia e quiropraxia.

Alternativas ou complementares?

A designação de medicinas alternativas contempla, duas práticas distintas: as verdadeiramente alternativas e as complementares. Como o próprio nome indica, são alternativas as práticas que substituem a medicina convencional. Já as complementares são utilizadas em conjunto com as da medicina convencional.

Em Portugal, já há centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde que recorrem às medicinas complementares, após o reconhecimento legal das práticas, sobretudo no tratamento da dor.

Segundo a OMS, estas medicinas alternativas podem ser um excelente aliado no trabalho conjunto com a medicina convencional. Por um lado, devido ao estilo de vida moderno, ao stress diário e às constantes preocupações, as populações procuram, cada vez mais, cuidados holísticos e centrados sobretudo na prevenção. Por outro lado, recorrem a medicinas alternativas quando o sistema de saúde tradicional não lhes dá uma resposta eficaz.

Tempo médio de consulta

Sobre este assunto, do sistema de saúde convencional não dar uma resposta eficaz, gostaria de destacar um estudo, divulgado em 2017, que reuniu dados de 67 países. Destaque-se que em 15 desses países (que representam 50% da população mundial), a duração média de uma consulta de cuidados primários é inferior a cinco minutos.

As consultas nos centros de saúde portugueses duram em média 15 minutos, o que torna Portugal um dos 10 países que mais tempo disponibiliza nas consultas de medicina geral e familiar.

O estudo foi divulgado na revista British Medical Journal Open, sendo uma das autoras a investigadora portuguesa Ana Luísa Neves, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do Imperial College London.

Actualmente, os hospitais marcam consultas de 15 em 15 ou de 10 em 10 minutos, mas o bastonário da Ordem dos Médicos, reconhecia que há serviços e unidades que permitem marcar mais do que um doente para a mesma hora. O mesmo bastonário refere que em Portugal há “muito trabalho burocrático” que é feito pelos médicos, além de alertar para a complexidade dos sistemas informáticos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A medicina convencional, por estas e outras razões, dentro do modelo em que é praticada, é cada vez mais virada para “tratar sintomas” e não para ir a fundo à raiz e causa das maleitas. É cada vez mais centrada na prescrição de medicamentos que meramente “aliviam” sintomas…

…e convenhamos, com 15 minutos de média de consulta, entre analisar exames, rever o historial médico, eventualmente ouvir as “queixas” do paciente e passar receitas, não dá mesmo para mais!

Podem ler mais sobre esse estudo aqui:

Mas prevê-se mudanças nos modelos de saúde e talvez vindas de onde menos se esperava…

Sérias dúvidas sobre a medicina convencional

Medicina IntegrativaSabemos que a influência na “indústria da saúde”,  dos grandes grupos de seguradoras mundiais, não tem sido propriamente associado a qualidade e rigor no atendimento. Sobretudo nos EUA, onde existe uma forte influência dos seguros de saúde na assistência hospitalar, ouvimos muitos relatos de médicos “proibidos” ou fortemente desencorajados de pedir meios complementares de diagnóstico / exames mais caros. Ou ainda forçados a utilizar algoritmos e sistemas que determinam que para determinados doentes já “não compensa” esses mesmos exames. Essa é uma das múltiplas facetas negativas que conhecemos. As seguradoras, naturalmente, têm como principal objectivo o lucro, a redução de despesas e aumento de dividendos para os seus accionistas.

E se vos disser que precisamente por essa razão, poderão ser as grandes seguradoras, a alavanca que irá forçar mudanças cruciais na forma de prestar cuidados de saúde e sobretudo na alteração de modelos de saúde assentes no simples tratamento de sintomas? As seguradoras começam a aperceber-se que gastam biliões em “paliativos” para doenças tidas como crónicas, que não têm efectivamente de o ser.

É o caso do Diabetes tipo 2, que a medicina convencional tem desde sempre classificado como uma doença crónica, irreversível e que inevitavelmente só pode piorar (eventualmente até desfechos mais negativos como cegueira ou amputações). Hoje em dia sabe-se por variadíssimos estudos e ensaios clínicos que a diabetes tipo 2 é uma doença de origem nutricional e a menos que já esteja num estado tão avançado que o pâncreas já esteja comprometido, é uma doença perfeitamente reversível com estratégias alimentares e de estilos de vida. É conhecido o exemplo de uma Seguradora Canadense que implementou, com assinalável sucesso, um programa de “Coaching” para apoio a doentes diabéticos (por reconhecer que de forma isolada, sem acompanhamento, a taxa de sucesso é consideravelmente menor.

Prevê-se um muito maior impacto, quando a 2ª maior Seguradora Mundial, Swiss Re, destaca numa conferência internacional de 4 dias, em Junho de 2018, as suas “sérias dúvidas” na eficácia do tratamento da medicina convencional, em Diabetes Tipo 2:

“In other words, speakers said at the June conference, conventional medicine keeps diabetic patients sick, fat and drug-dependent.”

“…type 2 diabetes is not chronic, progressive and degenerative; it can be reversed, even put into remission. Low-carbohydrate, high-fat (LCHF) diets are safe, effective methods of reversing it without drugs or invasive bariatric (stomach) surgery.”

“Conference speakers also slated official low-fat, high-carb dietary guidelines as contributing to global epidemics of obesity and type 2 diabetes (or “diabesity” as doctors now call the twin incidence) and need radical revision.”

“If more people die, we pay out more. If fewer people die, we pay out less. So, we want to keep people living longer, healthier lives.”

Poderão ler em muito mais detalhe aqui:

Prevêem-se tempos de mudança…

 

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