O poder e influência da Indústria, Lóbis e até religião na nutrição…

Apesar de não querer entrar num registo demasiado “teoria da conspiração”, sob pena de vos parecer um paranóico fundamentalista, penso que não é estranho para ninguém que os interesses comerciais de uma indústria no valor de biliões (de dólares / euros), se vá sobrepondo aos interesses da saúde de outros biliões (de pessoas). Escândalos como os da MONSANTO, para citar apenas um, ou escândalo do envolvimento da Coca-Cola na manipulação da Global Energy Balance Network (GEBN)…

Influências da Indústria

Assumindo que possam não estar tão informados sobre o “escândalo Energy Balance”, deixem-me fazer um resumo…A GEBN é uma organização sem fins lucrativos, com o objectivo definido de promoção de alimentação saudável. Mais precisamente, essa organização defende que “os americanos conscientes do peso estão excessivamente obcecados com o quanto comem e bebem sem prestar atenção suficiente ao exercício físico.” A GEBN define-se ainda a si própria como: “uma organização dedicada a identificar e implementar soluções inovadoras – baseadas na ciência do “balanço energético” – para prevenir e reduzir doenças associadas à inactividade, má nutrição e obesidade. ”

A Coca-Cola, por seu lado, através da sua fundação, identifica-se como tendo o objetivo de “promover o bem-estar.” A fundação usa o slogan “Helping Families Get Fit”, divulgado através de um video da formação, desde 2012.

O escândalo rebentou quando vieram a público alguns detalhes sobre a relação da Coca-Cola com a GEBN:

A Fundação Coca-Cola doou US $ 1,5 milhões à GEBN e cerca de US $ 4 milhões, a dois dos seus membros fundadores. Alguns críticos vieram denunciar as doações como uma tentativa orquestrada de desviar o papel das bebidas açucaradas na obesidade. Os mesmos críticos acusaram a GEBN de ser um grupo de fachada da indústria de refrigerantes, que financia cientistas no objectivo de “transferir” a atenção da responsabilidade da Dieta na obesidade, “acusando” antes a falta de exercício físico…

Em agosto de 2015, James Hill, presidente da GEBN e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado negou que a doação de US $ 1,5 milhões da Coca-Cola ao grupo tivesse influenciado a sua pesquisa, estratégia ou outras atividades, declarando ao New York Times, “Eles não estão no comando do “show”. Nós estão…

A Universidade do Colorado anunciou que estaria em processo de devolver “um presente de US $ 1 milhão da Coca-Cola” em novembro, depois de ter sido duramente criticada.

As críticas intensificaram-se depois que se descobriu que o site da GEBN estava registrado na sede da Coca-Cola em Atlanta e a empresa (Coca-Cola) estava registada como a administradora do site. A história recebeu atenção nacional quando o The New York Times publicou uma reportagem sobre esse relacionamento.

A Associated Press obteve e-mails entre executivos da empresa, como Rhona Applebaum, diretor de saúde e ciências da Coca-Cola e a GEBN que demonstram que “a Coca-Cola foi fundamental na formação do grupo. Ajudou a escolher os seus líderes, editou a sua mission statement” (declaração de missão) e sugeriu conteúdos para o site do grupo. Uma proposta que circulou pela Coca-Cola também estabeleceu uma visão para um grupo que teria a intenção de vir a contrariar a “estridente retórica” dos “extremistas da saúde pública”.

Um email interno de 9 de julho de 2014 no qual Applebaum anexa uma proposta “ajustada” do GEBN. A proposta diz sobre a colaboração com o GEBN: “De forma semelhante a uma campanha política, vamos desenvolver, implantar e desenvolver uma estratégia poderosa e multifacetada para combater organizações radicais e seus proponentes”.

Um e-mail de Hill para um executivo da Coca-Cola sobre uma proposta de pesquisa: “Aqui está o nosso conceito. Achamos que poderíamos “fornecer” uma forte razão para a empresa se dedicar à promoção da atividade física. Significaria um estudo muito grande e caro, mas poderia ser um “game changer”, um ponto de viragem. Precisamos que esse estudo seja feito.”

Um e-mail de 9 de novembro de 2014 no qual Hill escreve a um executivo da Coca-Cola: “Quero ajudar a vossa empresa a evitar a imagem de ser mais um problema na vida das pessoas e voltar a ser uma empresa que traz coisas importantes e divertidas para as famílias”.

Um e-mail de 4 de junho de 2014 de Hill para um executivo da Coca-Cola afirmando que o foco da pesquisa da empresa deveria ser o “balanço energético”: “Nós demo-vos idéias. Demos igualmente idéias para projetos de pesquisa que podem ser muito específicos para os interesses da Coca-Cola.

Várias indústrias de refrigerantes tentam há anos desviar a atenção do público da sua responsabilidade na crise de obesidade. Numa entrevista em 2010, o CEO da PepsiCo, Indra Nooyi, disse: “Se todos os consumidores se exercitassem, “fizessem o que tinham que fazer”, o problema da obesidade não existiria”. No entanto, evidências apontam que, sendo o exercício físico importante para a saúde, é a dieta a verdadeira “chave” para a perda de peso.

Anúncios outdoor da Coca-Cola mostravam pessoas jovens e bonitas, de aspecto atlético em prática de exercício físico e uma garrafa de Coca-Cola como equivalente = a X minutos de exercício…

Marion Nestle, professora de nutrição da Universidade de Nova York e autora de “Soda Politics“, descreveu as relações reveladas pelos trechos de e-mail divulgados pela Associated Press, como “copiados” do “manual da indústria tabaqueira“. O nível de detalhe e empenho que as empresas de refrigerantes empregam para atacar a ciência, silenciar os seus críticos, e desviar a atenção dos danos causados por seus produtos é espantoso”.

Nestle acredita que não deveria ser permitido às empresas de alimentos e bebidas financiar  estudos e cientistas “porque pesquisas patrocinadas por empresas de alimentos quase sempre surgem com resultados favoráveis aos interesses do patrocinador, mesmo quando pesquisas independentes afirmam o contrário”.

Lobis e grupos de interesse…

Ainda recentemente escrevi um artigo que “oscilava” entre a minha “missão” de transmitir conhecimento, desmascarar “mitos nutricionais” e uma vez mais tentar ajudar a distinguir entre os vários níveis de evidência e “separar o trigo do joio” de entre os variadíssimos estudos nutricionais disponíveis (separar trigo do joio mas não para consumo claro, pois não é Paleo, certo?!) 😉

Ao fazê-lo acabei de certa forma por “denunciar” alguns procedimentos menos escrupulosos utilizados pela “promoção / propaganda Vegan / Vegetariana” para “pregar” a sua doutrina. Apesar de ter feito questão de salientar os aspectos louváveis promovidos nesse “estilo de vida”, a minha “indignação” pela deturpação da verdade científica, metabólica e fisiológica pode ter passado a imagem de um convicto anti Veganismo…

Tentando clarificar essa questão, deixem-me reafirmar que do ponto de vista ideológico e moral, no que diz respeito à sua opção de não consumo de nada animal ou que advenha de exploração animal, no sentido de impedir o sofrimento ou exploração dos mesmos, respeito e aceito como OPÇÃO PESSOAL. Nada tenho contra a promoção dessa “doutrina” assente nesses princípios. Aquilo que me incomoda é a promoção baseada em falsas premissas, em afirmações pseudo-científicas de que uma dieta exclusivamente vegetal é a ideal para o ser humano. Essa afirmação é pura e simplesmente absurda e não tem quaisquer fundamentos evolutivos ou científicos! Infelizmente o movimento Vegan / Vegetariano tem patrocionadores extremamente influentes e um alcance mediático extremamente elevado e não tem escrúpulos em produzir documentários, palestras e afins que distribuem de forma muito eficiente. O documentário “What the health” teve uma enorme repercussão nos media e foi subsequentemente criticado por variadíssimos médicos e investigadores pela sua falta de base científica e até evidente distorção de factos e estudos. Chegou ao ponto de ser criticado inclusive por académicos e dietistas assumidamente Veganos…). Uma das mais detalhadas criticas do documentário foi a da jornalista / investigadora Nina Teicholz, autora que muito admiro e de quem já falei noutros artigos, como este

Repito, sou completamente solidário com reivindicações relacionadas com o bem estar e os direitos dos animais e entendo que cada um é livre de fazer as escolhas e promover as Dietas que quiser, mas fico “piurso” com manipulação de verdades e ciência para de forma enganosa e inescrepulosa angariar “novos adeptos”! O “lobby” Vegan é extremamente activo e é apoiado por grandes nomes e fortunas da indústria, media e até igrejas… nomes com grande influência como Joaquin Phoenix, Ellen DeGeneres, Ariana Grande, Miley Cyrus, Woody Harrelson, Casey Affleck, Moby, Morrissey, Sia, James Cameron, Al Gore, são Vegans e alguns deles extremamente envolvidos na promoção da “doutrina”…

Influências religiosas

Na verdade desde há 101 anos, quando em 1917 foi fundada a American Dietetic Association (ADA) que orientações marcadamente pró-vegetarianismo têm sido progressivamente promovidas. Até aos anos 40, prevaleciam as “preferências” pelo consumo de carne e leite na “ideia” de uma alimentação saudável. Desde os anos 40 que se inverteu essa orientação no sentido de uma dieta saudável ser constituída por maioritáriamente uma base vegetal, tendo durante esse processo sido “cultivada” a “demonização da carne e produtos animais”. Hoje em dia o “My plate, na sua representação (veio substituir a pirâmide alimentar), nem refere carne ou produtos animais, refere apenas uma percentagem de “proteína”… 🙂

A American Dietetic Association (ADA) foi fundada por Lenna F. Cooper. Cooper era uma “protegida” do Dr. John Harvey Kellogg“, conhecido vegetariano e tal como ela Adventista do Sétimo Dia”, como aliás muitos dos industriais de cereais nessa época (existiam mais de 100 empresas de cereais apenas em Battle Creek, Michigan, Estados Unidos). Lenna Cooper foi responsável por muitos dos “textos didácticos” que professores utilizariam para programas dietéticos e de enfermagem, em todo o mundo, por mais de 30 anos.

A seguinte Associação Dietista fundada viria a ser a Canadiana, a que se seguiu a Australiana e muitas outras, todas tendo as mesmas bases…

Foi igualmente Lenna Cooper aparentemente responsável por popularizar a ideia do pequeno almoço como a refeição mais importante do dia, tal como o descreve numa edição de 1917 da revista “Good Health”, tendo a sua liderança e “escrita dietética” estabelecido os cereais como o alimento base de uma dieta saudável, durante as três primeiras décadas de formação da ADA. (O nome da American Dietetics Association foi alterado em 2012 para Academia de Nutrição e Dietética [AND]. Esta é simplesmente a maior e mais influente organização de profissionais de alimentação e nutrição nos EUA.

Cooper escreveu muitas das suas “diretrizes” na revista “Good Health”, que se proclama como a “revista de saúde mais antiga do mundo”. Good Health foi editada pelo Dr. Kellogg, e foi um dos veículos pelos quais  Cooper transmitiu as suas ideias para o público americano e consecutivamente para o resto do mundo.

A Influência Global da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Dieta

Trata-se de uma publicação, publicada em 22 de agosto de 2018, que disserta sobre o papel da dieta, na teologia adventista do sétimo dia e como os adventistas usaram pesquisa e evangelismo médico para promover o vegetarianismo à comunidade em geral.

Os seus autores: Jim E Banta, Jerry W Lee, Geórgia Hodgkin, Zane Yi, Andrea Fanica e Joan Sabaté reconhecem “Conflitos de Interesse” comoTodos os autores são adventistas do sétimo dia empregados por uma universidade afiliada à Igreja Adventista do Sétimo Dia. A igreja e a universidade não tiveram qualquer ^papel no desenho do estudo, na redação do manuscrito e na decisão de publicar. “

Introdução: Por milênios, inúmeras tradições religiosas têm incentivado os seus adeptos a limitarem o consumo de carne, mesmo que temporariamente. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, que começou nos meados do século XIX, explicitamente ligou teologia e comida, para incentivar um estilo de vida vegetariano entre os seus crentes presentes e futuros. A Igreja também influenciou a dieta de não-membros em todo o mundo, através da sua ambiciosa estrutura organizacional dedicada à educação, saúde e desenvolvimento e produção em massa de alimentos à base de plantas, como: substitutos de carne, cereais matinais e soja. Por último, os resultados de pesquisas realizadas entre adventistas vegetarianos e em universidades afiliadas à igreja, contribuíram muito para a compreensão científica dos efeitos sobre a saúde das dietas vegetarianas e às mudanças na dieta da sociedade como um todo.

Resumo: A ênfase no ministério da saúde dentro do movimento Adventista do Sétimo Dia (ASD) levou ao desenvolvimento de sanatórios na América em meados do século 19. Essas instalações, as mais notáveis ​​em Battle Creek, Michigan, iniciaram o desenvolvimento de alimentos vegetarianos, como cereais matinais e carnes analógicas. A Igreja Adventista do Sétimo Dia ainda opera várias instalações de produção de alimentos em todo o mundo.

Um dos co-autores do estudo A Influência Global da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Dieta, Professora Joan Sabaté – Departamento de Nutrição, da Universidade Loma Linda, apresentou as Opiniões Bíblicas e Adventistas num Mundo de Nutricionistas no 2º Simpósio sobre a Bíblia e bolsa de estudos adventista na República Dominicana em março de 2004.

Joan Sabaté afirma; “A maioria das idiossincrasias adventistas sobre os padrões alimentares foram resumidas no livro Conselhos Sobre Dieta e Alimentos (White, 1938). Este livro é uma compilação dos diversos escritos de Ellen White sobre o assunto. Eles foram reúnidos intencionalmente no final da década de 1920 com o propósito de servir como livro didático para os alunos da Escola de Dietética da Faculdade de Medicina Evangelista (atualmente denominada Universidade de Loma Linda) e serviu como “manual de referência” para o membro médio, pastor e profissional de saúde em busca de orientação, inspiração ou comportamento normativo específico. O livro fornece razões espirituais e de saúde para os crentes reformarem suas dietas. Também faz uma conexão eloqüente entre os hábitos alimentares e a saúde física, bem como espiritual.

Ellen White | A Igreja Adventista do Sétimo Dia

O autor continua; “Mas o livro não se limita a generalidades. Conselhos sobre Dieta e Alimentos contêm recomendações muito específicas sobre o que comer, como comer e o que evitar. Recomendações são feitas sobre o consumo de frutas, verduras, cereais, leguminosas e nozes; evitar carnes, condimentos, sobremesas pesadas e bebidas estimulantes e, além dos alimentos, trata dos poucos nutrientes conhecidos na época: gorduras e proteínas. De forma “transparente”, o livro lida com nutrientes, alimentos e padrões alimentares. Com base nos ensinamentos deste livro e apesar das influências culturais, uma mensagem clara sobreviveu em muitos países e persistiu ao longo dos anos no adventismo: a adoção de uma dieta simples baseada em alimentos vegetais, evitando carne mas incluindo alguns produtos animais: diário e ovos. O que, em resumo, foi nomeado uma dieta ovo-lacto-vegetariana “.

Depois da Igreja católica, a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) é a segunda maior organização dedicada a educação. Apesar de ser relativamente jovem, é uma das igrejas com maior crescimento em todo o mundo. É também um dos grupos mais influentes em educação nutricional e política.

A igreja “gerou” médicos, nutricionistas e cientistas que se dedicam a “evangelismo médico”.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia estabeleceu centenas de hospitais, faculdades e escolas secundárias e dezenas de milhares de igrejas em todo o mundo, todas promovendo uma dieta vegetariana. Como parte da “mensagem de saúde”, a dieta continua a ser um aspecto importante dos esforços evangelísticos da igreja. Além de promover uma dieta vegetariana e a abstinência de álcool, a Igreja Adventista do Sétimo Dia também investiu recursos para demonstrar os benefícios para a saúde dessas práticas, por meio da “pesquisa científica”. Grande parte dessa pesquisa foi realizada na Universidade de Loma Linda, no sul da Califórnia, onde foram realizados três estudos de coorte prospectivos realizados ao longo de 50 anos. O estudo em curso, Adventist Health Study-2, inscreveu 96.194 adventistas em toda a América do Norte em 2003-2004, com financiamento do National Institutes of Health. Estudos de Saúde Adventista demonstraram que uma dieta vegetariana está associada a uma vida mais longa e melhor saúde. Tendo-me referido a esses estudos e às falahas nos seus racicínios neste anterior artigo

Será muito mais racional apontar como razão para os números que indiciam uma relativa maior longevidade, como associados ao estilo de vida adventista do sétimo dia. Terá essa conjugação de factores efectivamente um efectivo promotor da longevidade e não simplesmente a sua dieta. Cigarros, álcool e drogas são evitados e alguns adventistas chegam também a evitar café, chá e refrigerantes contendo cafeína (por indicações da sua visionária profeta). As ligações comunitárias e sociais dos adventistas são fortes e alinhadas com os valores da “Temperança”, a guarda do sábado (não o Domingo) como dia de descanso, a espiritualidade, o exercício regular e o sono (e a expectativa da iminente 2ª vinda de Cristo) são factores promotores de maior saúde e longevidade.

Impressionante que a extraordinária influência exercida na definição de linhas orientadoras e directrizes alimentares sejam assentes não na ciência, mas nas visões de uma jovem de 17 anos

As bases da ideologia da Igreja Adventista do Sétimo Dia, assentam na bíblia, mas muito numa interpretação orientada pelos escritos da Profetisa Ellen G. White, co-fundadora da Igreja e nas suas visões da Reforma Sanitária de 1863, encorajando a abstinência de álcool, tabaco, especiarias, chá, café e carne. A sua crença de que era “o dever da igreja de se responsabilizar activamente na educação em saúde pública, para controlar os desejos e as paixões mais baixas” diferenciava a Igreja Adventista de outras grandes organizações religiosas.

Duas das declarações que mais destacam as crenças a favor de cereais e contra a carne, da Igreja Adventista foram escritas por Ellen G. White; “Grãos, frutas, nozes e vegetais constituem a dieta escolhida para nós, pelo nosso Criador” e “Uma vida religiosa pode ser conduzida com mais sucesso, se a carne for descartada, pois essa dieta estimula a actividade intensa e propensões lascivas e enfraquece a moral e natureza espiritual.

Tanto Ellen G. White como o Dr. John Harvey Kellogg defenderam a abstinência de “comer carne” como forma de “amortecer” pensamentos impuros e “propensões animais”. Acredita-se que comer “contra as Leis da Natureza” conduza ao “auto-vício” (onanismo / masturbação) e seja considerado o pecado supremo. Com o tempo, os pretensos danos causados ​​pela ingestão de carne ficaram ainda vinculados a outros problemas de saúde. Ellen G. White afirmou que a sua Visão de Deus de 1864 mostrou-lhe que “a carne também causa cancro“.

Em meados de 1900, Ellen G. White começou a concentrar a sua mensagem anti-carne no facto de o gado ser doente. A criação de uma indústria de alimentos (Sanitorium em 1898) foi com o objectivo expresso de apoiar a mensagem adventista de saúde; “O negócio de alimentos saudáveis ​​… a sua finalidade é fornecer às pessoas alimentos que ocuparão o lugar da carne, e também do leite e manteiga …”.

A grande influência da IASD está não só na educação, mas na sua influência nos “media”. Possuem mais de 60 editoras, mais de 880 radios, 441 estações de TV, dezenas de milhares de podcasts…tudo difundindo a mensagem… 🙂

Em 2016 declararam 3,4 Biliões de dólares só em donativos. Possuem de 22 Indústrias alimentares (não empresas… Indústrias, grupos de empresas…), fabricando mais de 3700 produtos alimentares processados. Uma industria multi-bilionária…

Todos os dados que refiro acima são dados públicos, facilmente pesquisáveis e verificáveis… a influência da Indústria alimentar na nutrição era um factor conhecido… Tinham noção, imaginavam sequer a influência religiosa? Eu também não… 😉

 

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2 COMENTÁRIOS

    • Ainda ontem falava com uma amiga cujo companheiro é de famílias ASD e confirmava-me não só algumas dessas questões, mas a geral “admiração / veneração” da comunidade Vegetariana no geral (mesmo a não adventista) dos escritos de Ellen White…
      Actualmente existe uma tentava dos líderes Adventistas de se distanciarem um pouco do “culto”de Ellen White, até por algumas acusações de plágio…

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