A Conspiração dos Frutos Secos…

Frutos secos são bons para “nozes”?

Claro que sim!!

Poderia fechar desta forma este post e vocês simplesmente pensariam que “este tipo não bate bem da pinha ou precisa demasiado de atenção”…  😉  😀 

frutos secos

Na verdade a motivação para escrever este post prende-se com um comentário que vi hoje e que é bastante comum, “fruto” de informação incompleta ou bem fundamentada, mas sempre bem intencionada…

Vamos rever algumas das coisas que todos sabemos sobre frutos secos:


Os frutos secos oleaginosos são ricos em “vitaminas, minerais e fitoquímicos. São, de forma genérica, constituídos por cerca de 10 a 25% de proteína, 5 a 20% de hidratos de carbono e 50 a 60% de lípidos, ou seja, gordura, maioritariamente ácidos gordos insaturados (mono e poliinsaturados ómega 3 e ómega 6). São ainda ricos em fibras vegetais e vitamina E, que possui propriedades antioxidantes e que ajudam no combate aos radicais livres. Também podemos acrescentar que são equilibrados no que se refere ao teor de minerais, sendo constituídos por cálcio, magnésio, potássio e sódio

Mas…e há sempre um mas…também é do conhecimento popular que se deve limitar o seu consumo a um punhado, ou “mão cheia”, como se costuma referir. Porque será que se recomenda essa reserva de ingestão de alimentos obviamente tão bons? A “sabedoria popular” tem termos geniais como “o que é demais cheira mal…” mas vamos tentar dar uma explicação um “nadinha” mais fundamentada…

Começar por referir que os frutos secos disponibilizados nas prateleiras de supermercado são frequentemente muito processados. A maior parte têm adicionados sal, sulfitos e até banho de glicose para preservar a cor e adicionar brilho aos frutos secos.

Os sulfitos presentes em frutos secos descascados e embalados são tipicamente, a título de exemplo, até 10x mais que a quantidade tipicamente presente no vinho. Sulfitos são considerados, a partir de 2005, como alergénicos se a sua quantidade exceder 10 miligramas por quilo ou litro. Uma vez ultrapassado este valor, e só nessa altura é obrigatória a sua menção no rótulo.

Também contém níveis significativos de anti-nutrientes (fitatos), a exemplo das leguminosas e cereais, sendo no entanto que no caso destes últimos, a esses anti-nutrientes acrescentam outros mais significativos, como as lectinas…

À semelhança das leguminosas, os frutos secos podem ser demolhados e torrados ou desidratados, para redução significativa dos efeitos negativos dos fitatos. Esse procedimento já era usado por tribos ancestrais para o consumo de algumas sementes e/ou nozes e até milho…

Tal como os sulfitos, a influência dos fitatos produz-se de forma cumulativa, com adição de diversos alimentos consumidos.

A referência a “um punhado” também se prende com a facilidade de “abusar” dos mesmos, viciantes que são 😉 😀 

Com “conta, peso e medida” e cuidados na escolha dos mesmos (os mais “in natura” possível e eventualmente com cuidados adicionais na preparação, os frutos secos são excelentes aliados na sua dieta, como acompanhamento ou snacks saudáveis… 😉

 

 

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