Dieta PlanetáriaAFINAL O QUE É A “DIETA PLANETÁRIA”?

Cientistas desenvolveram uma dieta que promete salvar vidas, alimentar 10 biliões de habitantes e mesmo assim não causar danos catastróficos ao planeta…Fantástico não?!

A receita para esse “milagre” consta do relatório elaborado por uma comissão global de 37 especialistas em nutrição, agricultura, economia, saúde e governo e publicado na revista científica “The Lancet”.

Um comentário pessoal…

Convém começar por relembrar que pessoalmente defendo que o consumo de uma boa porção de vegetais e frutas deve fazer parte da nossa alimentação regular. Esse também é, aliás, uma das premissas, das bases de uma dieta Paleo / Primal, apesar de que gente mal informada acha que somos maioritariamente “carnívoros”… 😉

Na Paleo / Primal defende-se acima de tudo os alimentos “verdadeiros”, frescos e na forma mais naturais possíveis, minimamente processados e nutricionalmente densos.

Nutricionalmente densos, de uma forma simplificada, significa que numa relativamente pequena porção de alimento este contém uma relativamente generosa dose de nutrientes essenciais. Ora quem perceba um mínimo de nutrição e biodisponibilidade sabe que os alimentos mais nutricionalmente densos são invariavelmente os de origem animal.

Não há volta a dar. Proteínas vegetais não são completas, não contêm muitos dos aminoácidos essenciais e não são tão biodisponiveis (que significa, resumidamente, que o nosso metabolismo não consegue absorver de forma tão eficiente…)

Recentemente foi orquestrada de forma marginal e verdadeiramente global (e o marketing e promoção da causa Vegana / Vegetariana já nos tem habituado a isso) a divulgação de um relatório sobre uma “DIETA PLANETÁRIA”, que nos viria salvar a todos, e ao próprio planeta, de uma extinção global… Salva-nos de um verdadeiro holocausto nutricional e da destruição dos recursos naturais do planeta 🌏… 😉

O relatório que a defende foi publicado simultaneamente em todos os maiores medias de comunicação mundial e promovido por alguns dos maiores nomes da indústria da comunicação e entretenimento (já habituais nestas “campanhas”)…

Mas afinal de que se trata?! E quem está por trás disto? Leiam um pouco mais e retirem as vossas próprias conclusões…

Segundo esse relatório, a dieta consiste em…

Dieta Planetária

Dieta Planetária – Doses Diárias

50 gramas de oleaginosas, ou seja, nozes, amêndoas, castanhas…
75 gramas de feijão, grão de bico, lentilhas ou outro tipo de leguminosas…
0 a 28 gramas de peixe
Ovos – 13g por dia (pouco mais de um por semana)
Carne vermelha, 0 a 14 gramas por dia
0 a 29 gramas de frango por dia, o equivalente a uma almôndega…
14 gramas de carne vermelha por dia significa um bife grande por mês!

E no texto do relatório, o proposto é de ZERO a 14g, ZERO a 28g no caso do peixe… 😉

Hidratos de carbono como pão e arroz, 232 gramas por dia…!!!
50 gramas de tubérculos como batata.
Laticínios, 250g o equivalente a um copo de leite por dia…
Legumes 300 g
frutas 200 g

Em resumo, 14% das calorias viriam de proteínas, sendo que boa parte dessas proteínas seriam de má qualidade (menor biodisponibilidade) e não completas (falta de aminoácidos essenciais), vindo de outros alimentos que não a carne e ovos.

35% de gorduras e 51% de hidratos de carbono. 

Outra recomendação do relatório é a eliminação de alimentos considerados não saudáveis das prateleiras dos supermercados ou aumentar os impostos sobre eles para induzir as pessoas a escolherem opções mais saudáveis.

Oposição a essa “Dieta Planetária”….

Vários grupos de investigadores, como a “Nutrition Coalition” liderada por Nina Teicholz, responderam a essa publicação, afirmando que a sugestão de reduzir a carne vermelha é má para a saúde e não tem qualquer fundamento científico, sendo apenas baseada em fracos estudos epidemiológicos. Também a Dra Zoë Harcombe, fez uma análise nutricional dessa “dieta planetária” e descobriu que ela é bastante deficiente em nutrientes importantes para a saúde humana como a vitamina B12, retinol, vitamina D, vitamina K2, sódio, potássio e cálcio. Também é deficiente em Ômega-3 e problemática no excesso de Ômega-6. 

Embora o objetivo dessa comissão pareça à primeira vista cuidar da saúde e do meio ambiente, vários críticos acreditam que os cientistas estão a tentar tirar o direito de escolha das pessoas e “forçar” uma dieta vegana (sem produtos de origem animal) a nível global. “O desejo de limitar as pessoas a comer um décimo de salsicha por dia não deixa dúvidas de que estamos a lidar com fanáticos. Eles não escondem o  desejo de taxar e proibir, para forçar uma dieta quase vegana à população mundial”, comentou Christopher Snowdon, do Instituto de Assuntos Econômicos do Reino Unido. 

Diante das intervenções sugeridas pela Comissão Eat-Lancet, além da acusação de uma tentativa de impor a dieta vegana à população), alguns especialistas alertam para os riscos associados a mudanças drásticas na dieta. A primeira crítica à dieta da saúde planetária é o grande corte nas porções de carne, uma das principais fontes de proteína da alimentação.

“Os seres humanos, especialmente quando envelhecem, não podem ficar sem proteína. A recomendação da Comissão é um afastamento drástico das evidências que mostram que a carne e os laticínios melhoram as dietas, Stuart Phillips, da McMaster University, no Canadá, ao Telegraph.


Reforçar ainda que eme tantos especialistas diferentes, nenhum especialista em agropecuária foi incluido nessa comissão que tem como objetivo “salvar o planeta”. Ninguém que entenda e defenda que uma pecuária sustentável é de facto uma das formas naturais de se restabelecer o equilíbrio natural tanto de pastagens na natureza quanto de carbono na atmosfera.

Ninguém com essa orientação foi convidado…

E quem está por trás dessa organização, o Eat-Lancet?! 

A fundadora da comissão EAT é a bilionária norueguesa, VEGANA e ativista dos direitos dos animais Gunhild Stordalen

A EAT recentemente ajudou a lançar o Fresh, que é um acrônimo que significa Reforma de Alimentos para a Sustentabilidade e Saúde. Trata-se de uma parceria global de cerca de 40 empresas, incluindo a BARILLA, que é somente a maior produtora mundial de massas alimentícias e que inclusive publicou um livro afirmando que o caminho para a saúde das pessoas do planeta é basear a alimentação em grãos, massas, legumes e folhas…

…a UNILEVER, que fabrica carnes artificiais, carnes vegetais… Salsichas feitas de vegetais. Hambúrgueres feitos de vegetais…e ainda é dos maiores produtores de óleos vegetais….

…a KELLOGG’S, que fabrica cereais…

…a PEPSI que fabrica bebidas açucaradas… um detalhe muito interessante… Dentro das coisas que permitem nessa dieta, permitem mais açúcar do que carne… 😉 e não condenam a adição de açúcar nos alimentos…

A comissão reuniu fundos de gigantes tais como a Cargill, Nestlé, Pepsi, Kellogg’s, Barilla… E, curiosamente, todas essas empresas têm muito a lucrar com essas ideias…

Muitos dos membros da comissão são pessoas que há vários anos defendem uma dieta vegetariana e propagam a falsa ideia do mal causado por alimentos de origem animal, ambas as coisas, claro, sem base científica credível…

O professor Martin Cohen da (AESA) Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos expôs a grande influência de dinheiro da indústria da soja e de bilionários veganos por trás da comissão EAT-Lancet.

Sobre um dos autores líderes da comissão, Walter Willett
100% dos estudos publicados por este autor, que é o chefe da escola de saúde pública de Harvard, vilanizam a carne vermelha e a gordura saturada…
há muitos anos publica livros propagando vegetarianismo e vendendo produtos vegetarianos…

Dieta Planetária

E os dados em que se baseia o relatório, até que ponto são válidos?


A escola de saúde pública de Harvard tem algumas coortes (conjuntos de milhares de pessoas que são observadas no decorrer dos anos, recolhendo variadíssimos dados) e que são utilizados para “produzir” vários estudos por ano. São eles: Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study.

Tratam-se de estudos OBSERVACIONAIS / EPIDEMIOLÓGICOS. Ou seja, eles podem levantar hipóteses, mas não estabelecem causa e efeito.

A forma como os questionários alimentares (pois é nisso que se baseiam os estudos que suportam esse relatório…) são implementados, é tendenciosa e manipuladora. Sobre o tipo de questionários habitualmente usados nesses estudos, cito:

…o questionário também foi tendencioso para as frutas e os vegetais, com 18 perguntas sobre esses itens, em comparação com apenas nove sobre todos os tipos de carnes frescas e processadas. Isto está fadado a criar uma avaliação parcial do consumo total de carne e alimentos de origem animal em geral, com maior probabilidade de viés dos resultados em favor de uma alimentação contendo predominantemente vegetais, como o artigo de Harvard de fato encontrou…

Mais conflitos de interesse…

Outros conflitos de interesse importantes, ainda que não declarados, são de natureza intelectual e financeira. O Dr. Walter Willett, de Harvard, por exemplo, trabalha em estreita colaboração com grupos financiados pela indústria, como a Oldways e o International Carbohydrate Quality Consortium, que fomentam ativamente o consumo de hidratos de carbono.

O Dr. Willett também tem sido há muitos anos paladino de uma dieta vegetariana rica em grãos, e orador assíduo no circuito de conferências veganas, bem como conselheiro sênior de mais do que um grupo que promovem uma dieta vegetariana rica em hidratos de carbono…

Em jeito de conclusão…

Este relatório representa no fundo mais uma campanha disfarçada para promoção de Veganismo / Vegetarianismo, fazendo uso da manipulação de estudos já sem grande nível de evidência e recorrendo a pessoas e entidades de grande influência global. Vem muito na “onda” de documentários como o What the Health e o Cowspiracy que apesar de amplamente criticados e “demolidas” as suas pretensas bases científicas, não deixaram de lançar a dúvida e confusão e converter algumas pesssoas que não têm tanto jeito e paciência para pesquisar os estudos ou as críticas aos mesmos…

Pessoalmente respeito muito as opções relegiosas, filosóficas e até de dieta de cada um. Sob o ponto de vista da defesa dos direitos e qualidade de vida dos animais, estou completamente solidário. Só não aceito bem que cegamente se pretenda passar Veganismo como uma dieta saudável, ou mesmo a ideal para o ser humano. Isso é completamente irreal!

Quem quiser ler um pouco mais sobre estas “campanhas” pró-vegans, sem grandes escrúpulos em distorcer a ciência e factos em seu favor, pode ler os seguintes artigos:

PALEO vs VEGANOS?! Argumentos contra e a favor…
Pamela Anderson PETAMITOS Nutricionais | Indústria, Lobis e Igreja…

Este último artigo então… de certeza que vos irá surpreender e chocar!

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