Rotulos dos alimentos

ALERTA SECA!! O texto abaixo está pouco polvilhado de apontamentos de humor, tem termos técnicos e palavras com mais de 3 a 4 sílabas… 😉 Não digam que não vos avisei…

Não me canso de frisar que os melhores alimentos são os que vêm sem etiquetas, sem embalagem… Como costumamos dizer, é “preferível descascar do que desembalar”!

Porém na nossa vida agitada, frequentemente sem tranquilidade e vagar para fazer todas as compras em praças e mercados, somos “forçados” a recorrer amiúde à conveniência dos hipermercados e dos produtos embalados… Apesar de que nesses locais também temos opções não embaladas e “frescos”, é grande a tentação e conveniência da cebola e alho congelados e já “partidinhos”, dos brócolos e outros legumes que é só descongelar directamente no prato (e que perderam parte dos nutrientes no processo de congelação e nas potenciais diferenças de temperatura em transporte e armazenamento, mais o banho de glicose que alguns levam, para potenciar sabor, brilho e para estender a conservação…).

Um aparte aos hipermercados, sobretudo aos homens que fazem as compras pro lar…Ja não existem patinadoras na maioria dos hipermercados! Removeram assim uma das principais razões para fazermos compras nesses locais (enquanto o justificávamos às nossas mulheres, com os preços e promoções). Por outro lado nas praças e mercados temos sempre a estranha sensualidade do buço da Albertina peixeira, ou a verruga sexy da Deolinda da fruta…e podemos levar as mulheres connosco sem arriscar uma bofetada por estarmos a apreciar “patinagem artística”! 😉😁

Há que estar alerta e saber ler os ingredientes. A tabela nutricional não nos é particularmente útil, uma vez que não nos diz se os macro-nutrientes que refere são naturalmente presentes nos alimentos, ou se foram adicionados. Na Paleo não recomendamos contagem de macros, logo essa informação é quase irrelevante… Já a listagem de ingredientes e a ordem pela qual se apresentam é muito relevante…

Mais importante quando escolhemos alimentos processados, será perceber no rotulo, dentre os aditivos quase inevitavelmente presentes, quais os que são “toleráveis” e quais a evitar…

“Os alimentos processados são alimentos que não provêm diretamente da natureza e que, de alguma forma, sofreram manipulação por parte do homem. São aquilo a que chamamos de alimentos industrializados”

Em causa estão produtos com um perfil nutricional mais pobre e à base de ingredientes artificiais — corantes, adoçantes, estabilizadores e emulsionantes –, que permitem uma conservação mais duradoura.
A isso acrescenta-se que as altas temperaturas e a manipulação a que estes alimentos estão sujeitos ajudam a subtrair algumas das suas vitaminas. Não é por acaso que são chamados de “geradores de fome”, uma vez que o excesso de açúcar presente, de mão dadas com uma pobreza de fibras, faz com que a sua absorção seja mais rápida. É uma espécie de ciclo vicioso pouco saudável e facilmente viciante tendo em conta o ritmo de vida a que nos habituámos.

Alimentos in natura: dizem respeito aos alimentos que são obtidos diretamente da planta ou do animal sem sofrerem alterações depois de colhidos (fruta, ovos, alface ou tomate);

Alimentos minimamente processados, que antes da sua aquisição sofrem “alterações mínimas, como limpeza, secagem, embalagem, pasteurização, congelamento, moagem ou fermentação”; estes alimentos, nos quais já existe adição de sal, açúcar, óleos e gorduras, assumem a forma de leguminosas secas (grão ou feijão), farinhas ou leite pasteurizado;
Alimentos processados, que correspondem aos alimentos em que se adicionou sal, açúcar ou gorduras (enlatados, conservas, fruta em calda, queijos, frutos secos, salgados, etc);

Alimentos ultraprocessados, ou seja, que passam por diferentes técnicas de processamento, nos quais são adicionados vários ingredientes, normalmente artificiais e com um perfil nutricional pouco atrativo. “Estamos a falar de bolos ou tortas embaladas, pão de saco industrializado de longa duração, snacks salgados, lasanhas pré-fabricadas, sopas desidratadas, caldos industrializados, refrigerantes, bolachas recheadas, massas instantâneas.”

ADITIVOS:
Para os distinguir podemos simplificar e organizá-los nesta lista:
E1xx – Corantes;
E2xx – Conservantes;
E3xx – Antioxidantes;
E4xx – Emulsionantes, estabilizantes, espessantes e gelificantes;
E5xx – Antiaglomerantes;
E620 a E635 – Intensificadores de Sabor;
E901 a E904 – Agentes de revestimento;
E950 a E967 – Edulcorantes.

Alguns aditivos naturais podem ser consumidos sem grandes preocupações, tais como:
Corantes extraídos de plantas;
Nitrato de sódio (E 250)
Nitrato de potássio (E251-252)
Ácido cítrico (E330)
Antioxidante vitamina C (E300);
Sal e açúcar (conservantes), o açúcar com mais moderação
E100 –  Curcumina;
E162 – Vermelho da beterraba, betanina

Referir ainda que a legislação define a quantidade máxima de cada aditivo, não garantindo a inocuidade do aditivo quando ultrapassada esta quantidade. No entanto, os rótulos dos géneros alimentícios não informam qual a quantidade de cada aditivo, tornando assim muito difícil o controlo da quantidade ingerida.

Aditivos escondidosTão ou mais importante será também conseguir identificar o açúcar “escondido” nos alimentos. Existem hoje mais de 60 derivados / substâncias análogas ao açúcar ou ainda piores, pois mais processadas…

Algumas opções mais saudáveis e até potencialmente mais económicas:

Em vez de queijo ralado em pacote, inevitavelmente com conservantes e anti-aglomerantes, muito melhor será comprar uma “cunha” de queijo e ralar na altura. Não há comparação em termos de frescura e sabor e o preço por kg é mais barato…

Legumes frescos em vez de congelados. Melhor perfil nutricional, sem banhos de glicose ou outros aditivos. Precisam da conveniência de doses e têm medo que se estrague? Percam 5 minutos a arranjar e congelem vocês em doses individuais, sem adições prejudiciais…

Partilhem vocês outras opções mais saudáveis aos alimentos embalados / processados… 😉

Print Friendly, PDF & Email

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here