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COVID-19 – Fazer Paleo / Primal tem benefícios?

Sei que já estamos todos um pouco fartos de ouvir falar em COVID-19 (apesar de que actualmente parece que acalmou um pouco, e a “febre” COVID-19 já não domina 95% dos noticiários…).

Já passou tempo suficiente para sabermos um pouco mais sobre o vírus SARS-CoV-2 e a doença que a infecção deste provoca (COVID-19) e de certa forma acalmar os histerismos e desinformação.
Penso até que terão inclusive reduzido os fenómenos extremos como o “negacionismo radical” versus o paranóico que desinfecta e põe 14 dias de quarentena as compras de supermercado… no meio disto tudo a minha mulher é que ficou contente pois os sapatos são descalçados à porta e tenho de lavar as mãos pelo menos 12x por dia… 🙂

Tentativas de humor à parte, a COVID-19 tem feito muitas vítimas, sobretudo entre pessoas com doenças pré-existentes, destacando-se as do foro respiratório e genericamente todas aquelas que implicam um sistema imunitário comprometido / enfraquecido.

Segundo o SNS | Serviço Nacional de Saúde os grupos de risco são as pessoas com:

  • Idade Avançada (65 anos ou mais)
  • Doenças crónicas como:
    • doença cardíaca
    • doença pulmonar
    • doença oncológica
    • hipertensão arterial
    • diabetes
    • entre outras…
  • Sistema imunitário comprometido como doentes:
    • em tratamento para doenças auto-imumes (artrite reumatóide, lúpus, esclerose múltipla ou algumas doenças inflamatórias do intestino)
    • infetados com o vírus da imunodeficiência humana
    • transplantados

Também a obesidade tem sido associada a estados mais graves da infecção por COVID-19 (da mesma forma que está frequentemente associada a diabetes tipo 2 e outras complicações…).

Logo à partida, numa análise muito superficial, torna-se evidente que a manutenção de uma alimentação de estilo ancestral / Paleo / Primal, baseada em alimentos frescos, no seu estado mais natural possível, nutricionalmente densos e acentuadamente anti-inflamatórios, apresenta amplos benefícios no sentido da prevenção ou da “resistência” ao COVID-19.

Covid-19 & Paleo / Primal
Covid-19 & Paleo / Primal

3 grandes benefícios da Paleo / Primal em contexto COVID-19

Podemos facilmente apontar 3 grandes benefícios óbvios à adopção / manutenção de uma Dieta Paleo Primal, em contexto COVID-19, que certamente irão reconhecer e concordar comigo. São eles os seguintes:

A Dieta Paleo / Primal é anti-inflamatória.
A remoção de grãos (sobretudo os que contém glúten), açucares (sobretudo os processados), óleos vegetais refinados e hidrogenados, alimentos industrializados no geral e a adopção de alimentos “verdadeiros”, promove um maior equilíbrio e redução do estado inflamatório (para mais alguma informação pode consultar este artigo);

Fortalece o sistema imunitário.
Para além de anti-inflamatória, a adopção desse tipo de alimentos tem um efeito benéfico no reforço do sistema imunitário (pode ser ampliada pela introdução específica de alguns alimentos, que refiro abaixo).

Promove um emagrecimento saudável.
Mesmo que não optem por uma abordagem Low Carb (com uma redução mais acentuada no consumo de hidratos de carbono), a adopção de alimentos “verdadeiros”, e o retirar dos alimentos indicados acima, promove uma maior sensação de saciedade entre refeições e uma redução de peso saudável;

Poderia apontar variadíssimos outros benefícios para a saúde no geral, mas tornaria estes artigo demasiado extenso e estaria a afastar-me do actual objectivo: Uma simples e directa associação entre este tipo de dietas e benefícios face ao actual contexto de pandemia.

Medidas para reforçar / apoiar o seu sistema imunológico

Algumas destas medidas / opções podem ajudar-vos a manter a saúde e, juntamente com cuidados acrescidos de higiene e um estilo de vida saudável (alimentação + sono+ exercício físico), prevenir ou minimizar a infecção por COVID-19.

Alguns alimentos funcionais que podem ajudar a apoiar o sistema imunológico incluem:

  • ALHO – tem efeitos anti-microbianos e pode melhorar a função imunológica;
  • GENGIBRE – tem propriedades antivirais;
  • CURCUMA – (ou, mais precisamente, a curcumina que esta contém), ajuda a regular o sistema imunológico e é um excelente anti-inflamatório;
  • CALDO DE OSSOS – benéfico para o sistema imunológico (e saúde em geral), pode ajudar a reduzir os danos aos pulmões e outros tecidos;
  • ALIMENTOS FERMENTADOS – exemplos como o Chucrute, Pickles (caseiros), Kefir, Kombucha, Kimchi, Missô e Tempeh, constituem importantes probióticos, importantes para a saúde intestinal e podem ajudar a reduzir as infecções respiratórias;
Alimentos Anti-inflamatórios

Em traços gerais, o melhor “boost” que podemos dar ao sistema imunológico é manter um estilo de vida saudável. Isso no fundo significa garantir que:

  • Seguimos uma dieta rica em nutrientes;
  • Dormimos bem. Um sono repousante / reparador todas as noites;
  • Praticamos atividade física regular (caminhar, subir e descer escadas, praticar desporto..).

Se já seguem um estilo de vida de orientação ancestral / Paleo / Primal, é importante continuar nesse caminho e cada vez mais fortalecer a sua convicção de que é, sem dúvida, a opção certa.
À medida que pandemia provoca incertezas, alterações e limitações às nossas rotinas, podemos usar os nossos “hábitos saudáveis”, as nossas “rotinas Paleo / Primal” como uma fonte de força, resiliência, convicção e positividade, mesmo confrontados com circunstâncias incertas.

Terminava frisando que à medida que sabemos mais sobre esta doença, percebemos que o factor idade, só por si, não é de todo um factor de risco. Um individuo acima dos 65 / 70 anos, sem comorbidades, sem doenças / condições pré-existentes e sem excesso de peso, tem um factor de risco substancialmente menor do que um jovem obeso e/ou com diabetes tipo 2 (ou outras das doenças acima descritas).
Há coisas que não conseguimos de todo controlar / evitar. Podemos reduzir a exposição ao vírus (vacinação, uso de máscara na proximidade com outros, praticar o distanciamento físico / social) mas nenhuma dessas medidas garante uma protecção a 100%. A manutenção de um estilo de vida Paleo / Primal está ao nosso alcance e pode ser mais uma importante “arma” no “arsenal” de combate à Pandemia. Vamos vencer esta batalha!

Óleos Vegetais industrializados. Um “veneno” moderno?

óleos vegetais industrializadosÉ do conhecimento comum, informação “básica” para todos os que praticam estas opções de “Dieta” Primal / Paleo, que os óleos vegetais, extraídos de sementes, altamente processados e refinados, não são de todo uma boa opção. Sabemos que o seu consumo regular tem diversos efeitos negativos, mas concretamente quais?

Neste artigo vou tentar partilhar mais alguma informação sobre esses óleos vegetais industrializados e tentar inclusive incidir algumas “luzes” sobre o porquê de terem sido tão divulgados como opções “saudáveis” e até “amigos” do coração…

Breve história dos óleos vegetais industrializados

Como aconteceu com diversos outros produtos alimentares do mundo ocidental, a utilização de óleos vegetais industrializados na alimentação é produto da industria alimentar americana. No entanto, diversos óleos vegetais que hoje em dia se utilizam, começaram por ser fabricados com objectivos e funções completamente distintos do alimentar. A título de exemplo, o óleo de semente de algodão foi durante muito tempo utilizado para iluminação. Com a descoberta de veios ricos de petróleo (cerca de 1870), acabou sendo completamente substituído nessa funçãoa, sendo a partir daí considerado como “desperdício / excedente tóxico”. É nessa altura que dois fabricantes de velas e sabão, de nome William Procter e James Gamble (o nome Procter & Gamble não será certamente desconhecido para a maioria), fazem diversas experiências na tentativa de substituir a banha (que se tornara mais dispendiosa) no fabrico de sabão. Várias dessas experiências incidem na utilização de sub-productos muito menos dispendiosos, como óleos vegetais. Curiosamente o primeiro sabonete de origem vegetal foi uma mistura de óleo de palma e coco, tendo criado o primeiro sabão que flutuava na água (uma invenção muito prática quando roupas e pratos eram lavados em bacias).

Foi efectivamente um sub-producto / resíduo da cultura do algodão, o óleo de semente de algodão, que começou a ser produzido em massa, para satisfazer a crescente procura no mercado de produção de sabão. É no sentido de garantir um suprimento constante e barato para a produção de sabão, que a Procter & Gamble formou uma subsidiária em 1902 chamada Buckeye Cotton Oil Co.

óleos vegetais industrializados - diversos

Novas perspectivas surgiram quando se descobre (em 1907) que através um processo químico designado por “hidrogenação”, o óleo pode ser quimicamente alterado de forma a ser  transformado em uma gordura sólida, semelhante a banha e que poderia ser assim também utilizada na cozinha (vulgarizado mais tarde como “margarina”). A Procter & Gamble adquiriu os direitos da patente desse processo, para utilização nos Estados Unidos e rapidamente produz em laboratório uma substancia alternativa para a banha na cozinha (que designamos actualmente como óleo vegetal hidrogenado).

Sobre a evolução da utilização do óleo de semente de algodão, um artigo da época da famosa revista “Popular Science“, resume assim: O que era lixo em 1860 foi fertilizante em 1870, alimentação de gado em 1880 e comida de mesa e muitas outras coisas em 1890″

Em 1910, a Procter & Gamble registou um pedido de patente para a sua nova “invenção”, descrevendo-a como “um produto alimentar que consiste em um óleo vegetal, de preferência óleo de semente de algodão, parcialmente hidrogenado e endurecido a um semi-sólido branco ou amarelado homogéneo que se assemelha à banha. O objetivo especial da invenção é fornecer um novo produto alimentar para reduzir o tempo de cozedura”. É assim introduzido no mercado americano o famoso óleo Crisco.

óleos vegetais industrializados -  CRISCO

Influências de uma futura indústria multimilionária…

Nunca antes a Procter & Gamble – ou qualquer outra empresa – tinha destinado tanto apoio de marketing ou investimento em publicidade a um produto. Contrataram a J. Walter Thompson Agency, a primeira “agência de publicidade de serviços completos” da América, composta por artistas (ilustradores / pintores) e escritores profissionais. Amostras de Crisco foram enviadas para mercearias, restaurantes, nutricionistas e profissionais dedicados à economias doméstica.
Oito estratégias de marketing alternativas foram testadas em diferentes cidades e os seus impactos foram calculados e comparados.
Donuts eram fritos em Crisco e distribuídos nas ruas.
As mulheres que compravam a nova gordura industrial recebiam um livro de receitas gratuito, de receitas utilizando Crisco. Esse livro começava com a frase “O mundo da culinária está em plena revisão de todo o seu reportório de receitas, devido ao advento do Crisco, uma nova e completamente diferente gordura de cozinha“. Receitas para sopa de aspargos, salmão assado com molho Colbert, beterraba recheada, caril de couve-flor e sandes de tomate, que requeriam três a quatro colheres de sopa de Crisco.

As alegações de saúde nas embalagens de alimentos não estavam então minimamente regulamentadas e os redactores puderam livremente alegar que o óleo de algodão era mais saudável do que as gorduras animais, para a própria digestão. Anúncios no “Ladies Home Journal” incentivavam as donas de casa a experimentar a nova gordura e a “perceber por que a sua descoberta afectará todas as famílias da América”. O lançamento sem precedentes do produto resultou nas vendas de cerca de 3,5 milhões de dólares de Crisco em 1912 e cerca de 70 milhões de dólares apenas quatro anos depois.

óleos vegetais industrializados - Publicidade Crisco

Essa substância (e muitos dos seus imitadores que entretanto surgiram) tinha 50% de “gordura trans”, e foi somente na década de 90 que os seus riscos para a saúde foram compreendidos e divulgados. Estima-se que, para cada aumento de 2% no consumo de gordura trans (ainda encontradas em muitos alimentos processados e “fast-food”), o risco de doença cardíaca aumente em 23%. Por mais surpreendente que isso possa parecer para alguns, o facto de as gorduras animais apresentarem o mesmo risco não é suportado pela ciência.

Rapidamente outros óleos vegetais se seguiram. A soja foi introduzida nos Estados Unidos na década de 1930 e logo na década de 1950, tornou-se o óleo vegetal mais popular no país. Os óleos de canola, milho e açafrão seguiram-se logo após. O baixo custo desses óleos culinários, combinado com o marketing estratégico por parte dos fabricantes de óleo, tornou-os muito populares nas cozinhas americanas, não obstante o seu uso não tivesse até então precedentes na história da humanidade.

E sobre o processo de fabrico?

O processo geral utilizado para criar óleos industriais de sementes é tudo menos natural. Os óleos extraídos da soja, milho, semente de algodão, sementes de açafrão e colza devem ser refinados, branqueados e desodorizados antes de serem adequados ao consumo humano.

  • Após a sua colheita, as sementes são aquecidas a temperaturas extremamente altas (isso provoca que os ácidos gordos insaturados nas sementes oxidem, criando subprodutos prejudiciais à saúde humana e animal).
  • As sementes são então processadas com um solvente à base de petróleo, como o hexano, para maximizar a quantidade de óleo extraído.
  • Em seguida, os fabricantes industriais usam produtos químicos para “desodorizar” os óleos, com vista a retirar-lhes o cheiro muito desagradável que têm depois de extraídos. O processo de desodorização produz gorduras trans, que são conhecidas por serem bastante prejudiciais à saúde humana.
  • Finalmente, mais produtos químicos são adicionados para melhorar a cor dos óleos de sementes industriais.

No seu geral, o processamento industrial de óleos de semente cria um óleo denso em energia e pobre em nutrientes, que contém resíduos químicos, gorduras trans e subprodutos oxidados. Como isso pode ser um alimento saudável?

E sobre as alegações de saudáveis para o coração?

No final da década de 1940, um pequeno grupo de cardiologistas, membros da recém criada Associação Americana do Coração (American Hearth Association), recebeu uma doação de 1,5 milhão de dólares da Procter & Gamble. Graças a essa generosa infusão de dinheiro dos fabricantes de Crisco, a AHA tinha agora financiamento suficiente para aumentar o seu perfil nacional como organização médica dedicada à saúde do coração.
Nos anos seguintes, a AHA viria a endossar óleos de sementes industriais, mais conhecidos como “óleos vegetais”, como sendo uma alternativa mais saudável às gorduras animais tradicionais. Coincidência?

Também nessa época, a hipótese lipídica ou “diet-heart hypothesis” de Ancel Keys, viria a vulgarizar o pensamento de que uma maior ingestão de gordura em geral, e de gorduras saturadas em particular, seria o principal factor causador de doenças cardiovasculares. Várias considerações, experiências e estudos observacionais “manipulados” levaram ao Mito da Gordura Saturada como causador da epidemia cardiovascular. Neste artigo tento simplificar a história dessa falácia, apontando os seus pontos altos…

Em resumo, Ancel Keys, um ambicioso e carismático investigador apresentou a sua “hipótese de dieta lipídica“, na qual divulgava dados que pareciam sugerir uma ligação entre gordura saturada e ingestão de colesterol, com o aumento das doenças cardíacas. Como as gorduras animais são uma rica fonte de gordura saturada e colesterol na dieta, elas rapidamente se tornaram objeto de critica e repúdio. Citando as gorduras animais como “não saudáveis”, Keys recomendou em alternativa o consumo de ácidos gordos poliinsaturados (PUFAs), visto que pesquisas preliminares associavam a reduções no colesterol e no risco de doenças cardíacas. As conclusões de Keys estavam assim alinhadas com os interesses da indústria de óleos de sementes industriais – que seria convencer as pessoas a consumir mais óleos de sementes.

Rapidamente se tornaram comuns os anúncios de margarina “saudável para o coração” (a tal forma sólida de óleo vegetal) e as gorduras tradicionais saudáveis foram praticamente esquecidas (manteiga, banha, etc…).

Apesar de que hoje temos plena noção de que as “hipóteses” de Keys se baseiam e foram contaminadas por pesquisas com sérias falhas e manipulação de alguns resultados (como refiro brevemente no artigo acima), as suas ideias ainda permeiam e influenciam a comunidade médica.

óleos vegetais industrializados - Maleficios

Mas há quem os questione?

Apenas recentemente foi seriamente posta em causa, a validade das alegações de melhor saúde associadas ao consumo de óleos de sementes industriais. Uma meta-análise de 2014 não encontrou nenhum benefício para a saúde em geral, com a redução de gorduras saturadas e/ou o aumento de PUFAs a partir de óleos vegetais. Além disso, as evidências cientificas de todo não apoiam as directrizes alimentares actuais, que instigam as pessoas a substituir gorduras saturadas por óleos vegetais. Abaixo dois estudos que claramente o referem:

Dietary Guidelines for Americans Shouldn’t Place Limits on Total Fat
Evidence from randomised controlled trials did not support the introduction of dietary fat guidelines in 1977 and 1983: a systematic review and meta-analysis
Effects on Coronary Heart Disease of Increasing Polyunsaturated Fat in Place of Saturated Fat: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials

Seis principais problemas dos óleos de sementes industriais

  1. O consumo de óleos de sementes industriais representa uma incompatibilidade evolutiva (não adaptada à nossa biologia ancestral).
  2. A sua ingestão aumenta desfavorávelmente as nossas proporções de ácidos gordos ômega-6 e ômega-3, com consequências significativas para a nossa saúde (ver artigo).
  3. São instáveis e oxidam facilmente (idem).
  4. Contêm aditivos prejudiciais.
  5. São maioritáriamente derivados de culturas geneticamente modificadas.
  6. Quando são aquecidos repetidamente, são criados subprodutos ainda mais tóxicos.

Sobre instabilidade e oxidação…

Os ácidos gordos poliinsaturados presentes nos óleos de sementes industriais são altamente instáveis e oxidam facilmente com a exposição ao calor, luz e substâncias químicas. Quando os óleos de sementes industriais são expostos a esses fatores, duas substâncias nocivas (gorduras trans e peróxidos lipídicos) – são criadas. As gorduras trans são bem conhecidas pelo seu papel no desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2; de facto, por cada aumento de 2% nas calorias obtidas por gorduras trans, o risco de doenças cardíacas aumenta para quase o dobro (ver artigo)!
Os peróxidos lipídicos, por outro lado, são subprodutos tóxicos que danificam o DNA, proteínas e lipídios da membrana em todo o corpo. O acúmulo de peróxidos lipídicos no organismo promove o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças crônicas.

Sobre a reutilização e reaquecimento…

Como se os óleos de sementes industriais já não fossem maus o suficiente para a nossa saúde, a tendência de reutilizar os óleos vegetais industriais, aquecendo-o repetidamente nas frituras, tem o efeito de ampliar ainda mais os seus efeitos nocivos. Esse hábito (geralmente em grandes fritadeiras, no caso de restaurantes) tem efeitos na redução de custos, mas resulta num óleo repleto de subprodutos tóxicos.

O aquecimento repetido desses óleos esgota a vitamina E, um antioxidante natural, ao mesmo tempo que induz a formação de radicais livres que causam “stress oxidativo” e danificam DNA, proteínas e lipídios em todo o corpo. São esses efeitos nocivos que estão na origem da associação da reutilização de óleos a situações de pressão alta, doenças cardíacas e danos intestinais e hepáticos. Ver artigo, artigo e artigo

O consumo de óleos industriais vegetais de sementes está hoje associado, segundo diversas evidências científicas, a doenças como:

óleos vegetais industrializados - Omega 6 e 3

PS: Vários dos artigos, testes e ensaios que cito acima não são Ensaios Clínicos Aleatorizados (o mais alto nível de evidência científica). Não o sendo não podem ser considerados prova de causa e efeito, mas todos têm a legitimidade, pelas suas metodologias de apresentarem hipóteses, teorias a serem validadas por ensaios clínicos aleatorizados….

Alternativas aos óleos industriais vegetais de sementes

Excelentes e saudáveis alternativas serão a utilização de gorduras naturais, minimamente processadas, que já os nossos avós usavam, tais como:

  • Azeite Extra Virgem:
  • Oléo de Coco;
  • Manteiga e Ghee;
  • Banha
  • Sebo
  • Gordura de pato

2020 | Ainda mais resoluções para o Ano Novo

2020 Resoluções Ano Novo

2020… Ainda mais resoluções de Ano Novo

Todos os anos, bem perto do “finalzinho” do ano que termina, enchemo-nos de força de vontade indomável e de “convicções absolutamente inabaláveis” e invariavelmente traçamos firmes resoluções para o ano que se aproxima! 2020 não poderia ser excepção!

Estamos firme e obstinadamente decididos a fazer do novo ano, um ponto de viragem, a motivação decisiva para finalmente iniciar um qualquer processo de mudança que entendemos importante.

E por vezes conseguimos, e a mudança acontece e até perdura no tempo, passa a fazer parte de nós e do nosso quotidiano…

Outras vezes a “paixão” e motivação para a mudança desvanece-se um ou dois meses depois…

Janeiro e Fevereiro são meses fortes nos ginásios. Após Março / Abril, os números de “atletas” invariavelmente reduzem-se… 😊

Segundo um estudo da Universidade de Scranton, na Pensilvânia (EUA), apenas 8% das pessoas que estabelecem resoluções de Ano Novo conseguem atingir os seus objetivos.

Por curiosidade, deixo-vos algumas das resoluções de ano novo consideradas as mais populares. A probabilidade de já terem pensado incluir alguma(s) delas nas vossas próprias resoluções é grande… 😊 Querem comentar as vossas ou se tiveram sucesso com alguma? Costumam concretizar alguma das vossas resoluções?

As 10 mais populares resoluções de Ano Novo

  1. Perder peso/ ir ao ginásio
  2. Deixar de fumar
  3. Arranjar emprego / mudar de trabalho / ser promovido
  4. Poupar mais / organizar-se financeiramente
  5. Ler mais
  6. Aprender algo novo / formação
  7. Passar mais tempo de qualidade com a família
  8. Viajar mais
  9. Fazer voluntariado
  10. Estar mais atento à sua saúde

O que fará verdadeiramente a diferença entre resoluções que se cumprem e aquelas que abandonamos pelo caminho?!

Uma das principais razões para falharmos na concretização das nossas resoluções de ano novo (ou quaisquer outras em outros momentos da nossa vida), é estabelecermos objectivos verdadeiramente utópicos, extremamente ambiciosos e dificilmente alcançáveis. Psicologicamente existe um efeito de “Super-Homem / Super-Mulher” e convencemo-nos que poderemos ser pessoas completamente diferentes a partir do Ano Novo…

O “segredo” para termos sucesso com os objectivos traçados, passa obviamente não só pela motivação mas por uma clara e realista definição desses mesmos objectivos.

Lembrei-me há pouco que ao entrar em 2019 não só tinha “esboçado” algumas resoluções pessoais (que partilhei convosco aqui), como tinha deixado algumas sugestões para vos ajudar a formularem e terem mais sucesso nas vossas próprias resoluções. Deixo-as aqui um “nadinha” mais completas… (mas não vos macei com referências de estudos e citações de psicólogos e psicoterapeutas.. 😉)

Já definiram bem os vossos objectivos e metas para 2020?!

  1. Em 2020 façam de vocês uma prioridade! Parem de se colocar em 2º ou 3º plano! 😉
  2. Estabeleçam objectivos que sejam realmente importantes para vocês, que possam produzir diferenças positivas na vossa vida. Não desperdicem o vosso empenho e motivação em coisas triviais, ou que não causem verdadeiro impacto no vosso futuro..
  3. Que os vossos objectivos sejam ambiciosos, mas realistas, algo que realmente consigam concretizar a médio prazo…
  4. Estabeleçam os objectivos de forma a que sejam alcançáveis e acima de tudo quantificáveis, que consigam fazer “pontos de situação” periódicos, de forma a manterem-se motivados ou fazerem correcções de estratégias, se necessário…
  5. Construam uma “rede de apoio”. Juntem-se a outras pessoas que partilhem os mesmos objectivos, que tenham as mesmas intenções. Pode traduzir-se numa forte motivação mútua e um sentimento de “compromisso” que vos “empurre” mesmo quando “vacilem” nas convicções;
  6. Tornem pública as vossas intenções / objectivos. O acto de verbalizar torna as nossas intenções mais “reais” e estabelece um outro nível de compromisso;
  7. Identifiquem os recursos e as pessoas que possam ser vossos aliados no alcançar dos vossos objectivos. Não hesitem em pedir ajuda, conselhos, apoio… Percam inibições e vergonhas e aproveitem as oportunidades, vantagens e pessoas à vossa volta!
  8. Tentem sensibilizar as “vossas pessoas”, família, amigos ou colegas de trabalho para que sejam vossos aliados e não obstáculos aos vossos objectivos. Ou transmitam-lhes que estão decididos e não vão admitir críticas destrutivas!
  9. Não sejam obcecados com resultados. Muitas mudanças, para serem duradouras e/ou permanentes, devem ser graduais. Se o objectivo for a perda de peso, por exemplo, é mais motivador concentrar em volume (redução de medidas) inicialmente, sendo que o peso virá depois… (mas reduzir números de roupa pode vir mais cedo. 😉)
  10. Definam bem as vossas estratégias, identifiquem os vossos pontos fortes e menos fortes e a forma de diminuir as “más influências”, afastar “tentações” que nos afastem do caminho traçado, qualquer que ele seja..
  11. Sejam flexíveis com as vossas estratégias. Estejam disponíveis para ir adoptando diferentes estratégias consoante os resultados. Diversificar, procurando aquilo que melhor funciona convosco ou com que nos sentimos confortáveis, pode fazer toda a diferença…
  12. Sejam persistentes. Não mudem de estratégias apenas porque a que adoptaram nas últimas 3 semanas aparentemente não surtiu efeito… Obviamente que depende do objectivo, mas a maioria das estratégias de sucesso levam o seu tempo a “dar frutos”. Implicam persistir, insistir e não desistir! 😉
  13. Celebrem todas as pequenas vitórias. Todas as conquistas, por mais insignificantes que vos pareçam, desde que vos estejam a “levar” na direcção certa…

Ah é verdade… Um excelente 2020 para todos vós! Que o novo ano seja pleno de alegrias, sucessos e de concretizações! 😉

NUTRIRevolução | São os carros, não as vacas

Há várias décadas que “crescemos” a ouvir que o consumo de carne vermelha, ou no mínimo o excesso de consumo de carne vermelha seria prejudicial à nossa saúde.

Inicialmente as “acusações” eram focadas no conteúdo em gordura saturada, sendo esta associada a um “inevitável” aumento do risco de incidentes cardiovasculares. Esse continua a ser ainda o principal  argumento contra o consumo de carne vermelha, sendo que a este, a “criatividade” crescente veio adicionar risco de cancros, preocupações ambientais (estas muito em voga, hoje em dia…), entre outros dramáticos argumentos utilizados no sentido de entusiastas recomendações para a alteração das nossas dietas para uma dieta “à base de plantas (“Plant Based“). Ver este artigo sobre a “Dieta Planetária”

Na verdade, todas essas recomendações e directrizes alimentares, “penalizando” o consumo de carne vermelha e recomendando a sua redução extrema “por questões de saúde”, não tinham qualquer fundamentação cientificamente rigorosa. Recentemente (dia 1 de Outubro de 2019) foi publicado numa prestigiada publicação norte-americana “Annals of Internal Medicine“, a mais recente revisão sistemática de estudos já publicados sobre o tema, reflecte o trabalho de 3 anos, de 14 investigadores em 7 países. Essa revisão focou-se ainda em 5 meta-análises (o conjunto de estudos abordados incluiu 12 ensaios clínicos controlados e aleatorizados, cujos resultados constituem um elevadíssimo nível de evidência e podem ser usados para estabelecer relações de “causa e efeito”), tendo chegado à conclusão que no que diz respeito à carne vermelha não processada, existe um índice de evidência baixo ou muito baixo, de que a redução do consumo de carne vermelha tenha quaisquer efeitos no risco cardio-metabólico, cancro ou mortalidade por quaisquer causas. Ver conclusões do estudo Red and Processed Meat Consumption and Risk for All-Cause Mortality and Cardiometabolic Outcomes: A Systematic Review and Meta-analysis of Cohort Studies:

É realmente importante chamar a atenção para essa dissonãncia, sobretudo para o facto de que conclusões tão “polémicas” como essa, mesmo que assentes em evidências tão fortes e dificeis de contestar, não tenham tido o mesmo “eco” na comunicação social, a par do extraordinário destaque que dão a qualquer pseudo-estudo, fraco de evidência, que de alguma forma “ataque” o consumo de carne vermelha e/ou gordura saturada.

Existe uma tão grande “desinformação nutricional“, que perdura há tantas décadas e que torna muito díficil o “quebrar” de mitos e crenças erradas. Nesse sentido, esta recente revisão sistemática, vindo sugerir que afinal o consumo quer de carne vermelha “fresca”, quer de versões processadas, afinal “não seria assim  tão mau”…veio constituir uma “pedrada no charco” da comunidade de investigação nutricional. Os defensores de uma nutrição mais “convencional”, cada vez mais “plant based“, apressaram-se a expressar quer profunda indignação, quer exigências de retratação desta publicação (recordo que esta foi baseada em 3 anos de trabalho e análises de outros estudos com elevado nível de evidências…). Houve quem exigisse que a “U.S. Food and Drug Administration” se envolvesse contra um artigo que se atreve a dizer que as evidências que ligam o consumo de carne vermelha a doença são, na melhor das hipóteses, fracas ou muito fracas.

…tendo chegado à conclusão que no que diz respeito à carne vermelha não processada, existe um índice de evidência baixo ou muito baixo, de que a redução do consumo de carne vermelha tenha quaisquer efeitos no risco cardio-metabólico, cancro ou mortalidade por quaisquer causas.

Esta preocupação em atacar estas conclusões naturalmente assentam na defesa de dogmas estabelecidos há décadas, em carreiras académicas e profissionais que defendem conceitos cada vez mais reconhecidos como mitos.

DIrectrizes Alimentares

A propósito… As directrizes alimentares contemporâneas recomendam limitar o consumo de carne vermelha não processada e carne processada. Por exemplo, as Directrizes Dietéticas para 2015-2020 para os americanos recomendam limitar a ingestão de carne vermelha, incluindo carne processada, a aproximadamente 1 porção semanal. Da mesma forma, as directrizes alimentares do Reino Unido endossam a limitação da ingestão de carne vermelha e processada a 70 g/ dia, e o Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer / Instituto Americano de Pesquisa do Câncer recomenda limitar o consumo de carne vermelha a quantidades moderadas e consumir muito pouco carne processada. A Agência Internacional para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde indicou que o consumo de carne vermelha é “provavelmente cancerígeno” para os seres humanos, enquanto a carne processada é considerada “cancerígena” para os seres humanos.

No entanto, essas recomendações são baseadas principalmente em estudos observacionais com alto risco de confusão e, portanto, limitados no estabelecimento de inferências causais, nem relatam a magnitude absoluta de quaisquer efeitos possíveis. Além disso, as organizações que produzem diretrizes não conduziram nem acessaram rigorosas revisões sistemáticas das evidências, foram limitadas no tratamento de conflitos de interesses e não abordaram explicitamente os valores e preferências da população, levantando questões sobre a aderência aos padrões das dircetrizes de confiabilidade.

Sobre essas pretensas associações de consumo a carne vermelha a cancro, os autores desta revisão sistemática, apresentam algumas conclusões em Reduction of Red and Processed Meat Intake and Cancer Mortality and Incidence: A Systematic Review and Meta-analysis of Cohort Studies

Em “ciência” nutricional recorre-se na maioria das vezes a estudos observacionais,  baseados em coortes, geralmente prospectivos e baseados sobretudo na análise de questionários. As características desses estudos impõem que os mesmos deveriam servir apenas para levantamento de hipóteses, de teorias que teriam de ser posteriormente confirmadas por estudos de caso, (ECA) Ensaios Controlados e Aleatorizados, com grupos controle, participantes escolhidos aleatóriamente e condições controladas. Infelizmente esses estudos são caros, com logistícas complexas e difíceis de obter financiamento. Para cada ECA, existem cemtenas de Estudos Observacionais, frequentemente baseados em novas análises estatísticas de enormes bases de dados de informação, recolhida em questionários. De vez em quando um novo grupo “descobre” novas associações “estatisticamente relevantes”, simplesmente cruzando novas variáveis. A possibilidade de manipular todas essas variáveis, recolhidas em extensos questionários (todos os que já preenchemos questionários com mais de 3 páginas, com múltiplas e exaustivas opçóes, variantes da mesma pergunta, pensadas para reduzir erros e acasos, sabe o espirito com que começamos a responder após a 10ª ou 15ª questão…) levam a conclusões frequentemente “distorcidas”. Também é comum que se parta para a pesquisa de uma forma inversa: Tenho uma hipótese, uma teoria e vou procurar o conjunto de dados cuja manipulação se “encaixe” no que quero publicar…

Todas essas lacunas de fiabilidade levaram inclusive um grupo de investigadores a publicar um estudo que, baseado em dados estatísticos igualmente relevantes, apontavam que na vasta coorte estudada, os nativos de Leão seriam mais susceptíveis a hemorragia gastrointestinal, enquanto os nativos de sagitário apresentaram maior probabilidade de fractura do úmero, em comparação com a combinação de todos os outros signos. Podem ver esse estudo publicado aqui: Tratou-se evidentemente de um estudo publicado para ridicularizar e pôr em causa a credibilidade de estudos epidemiológicos, baseados em análise de coortes.

Para entender melhor os diversos níveis de evidência dos estudos científicos frequentemente citados em notícias sobre nutrição, e assim melhor poder distinguir as conclusões realmente assentes em evidências credíveis, recomendo a leitura deste artigo.

O que são Coortes / Estudos e pesquisas de Coortes by Wikipedia

A pesquisa de coorte é definida como uma forma de pesquisa observacional, longitudinal e analítica que objetiva estabelecer um nexo causal entre os eventos a que o grupo foi exposto e o desfecho da saúde final dessas pessoas. A pesquisa de coorte pode ser prospectiva ou retrospectiva.

Na pesquisa de coorte prospectiva um grupo de pessoas que compartilham uma característica ou experiência comum (por exemplo, nasceram no mesmo ano e local, são vacinados, expostos ao mesmo poluente, tomam a mesma droga ou foram submetidos a um mesmo procedimento médico) são acompanhados por um período significativo de tempo (geralmente de 1 a 5 anos). O grupo de comparação pode ser a população geral com características similar a estudada, mas que não compartilharam essa experiência ou pode ser um outro grupo de pessoas locais que provavelmente tiveram pouca ou nenhuma exposição à substância ou evento sob investigação, mas de outra forma similar. Alternativamente, os sub-grupos do grupo podem ser comparados uns com os outros.

Vantagens e desvantagens de estudos de coorte

A principal vantagem do estudo de coorte é ser a única possibilidade ética de investigação do impacto em humanos de poluentes, desastres, eventos históricos, abuso de substâncias e crises. Não seria ético simular doenças potencialmente fatais, desastres ou intoxicar humanos em laboratório. Além disso tem as vantagens de poder descobrir e analisar factores importantes que seriam perdidas ao tentar isolar em um laboratório.

No entanto, estudos de coorte são caros (apesar de consideravelmente menos que os ECA) para conduzir, são sensíveis a viés e erros sistemáticos e demoram um longo tempo de acompanhamento para gerar dados úteis. Outra desvantagem é a dificuldade em separar os grupos afectados e não afectados com precisão em casos, de pessoas que faleceram, de descobrir doenças prévias desconhecidas e quando ocorre imigração constante desse local após o evento a ser estudado.

Ainda sobre o estudo que me inspirou a escrever este artigo, deixo-vos um comentário sobre o estudo, pelo Dr. Dennis Bier, Professor of Pediatrics and Director of the Children’s Nutrition Research Center, do Baylor College of Medicine:

“As regras da prova científica são as mesmas para a física e para a nutrição”. Mas, ao contrário das experiências em física, onde os investigadores podem controlar as variáveis e determinar a causalidade, em nutrição, “você não pode realizar a experiência”.

Esta é uma referência ao facto de que os números envolvidos nas relações de causa / efeito observados em muitos estudos epidemiológicos de nutrição, são tão pequenos que seriam completamente ignorados em qualquer campo científico que não seja o da nutrição. Ver as referências a risco relativo tão utilizado para sublinhar essas associações, ao invés da utilização de risco absoluto. conceito muito mais realista e objectivo, conforme refiro neste artigo.

Ainda sobre as Directrizes Nutricionais, o Dr. Bier também comenta:

“As directrizes [de nutrição] são baseadas em documentos que presumivelmente dizem que há evidências do que eles dizem. E não existe. Essa é a história da nutrição.
“As pessoas devem estar cientes da incerteza e tomar suas decisões com base nessa consciencialização.”

Deixo igualmente um artigo muito interessante publicado no New York Times, logo a seguir à publicação das conclusões desse estudo: Eat Less Red Meat, Scientists Said. Now Some Believe That Was Bad Advice. (Coma menos carne vermelha, disseram os cientistas. Agora, alguns acreditam que isso foi um mau conselho).  O sub-título diz “The evidence is too weak to justify telling individuals to eat less beef and pork, according to new research. The findings “erode public trust,” critics said.” (As evidências são demasiado fracas para justificar que as pessoas comam menos carne bovina e suína, de acordo com uma nova pesquisa. Os resultados “minam a confiança do público”, disseram os críticos.

Contrariando alguns argumentos que associam o consumo de carne a um péssimo desfecho ambiental, deixo-vos dois bons videos rectificando alguma da “ciência” sobre o impacto ambiental do consumo de carne…

Deixo-vos ainda a tradução de um excelente artigo que contraria de forma brilhante os argumentos contra o consumo de carne e a favor de uma Dieta “Plant Based” / à base de plantas…

SÃO OS CARROS, NÃO AS VACAS

De PAUL JOHN SCOTT | 07 Julho 2019

Artigo Original publicado no Minnesota Star Tribune, original aqui:

As pessoas tendem a sentir-se estranhas a respeito de carne, mesmo que sem motivo aparente. Como Michael Pollan disse, “coma comida, não muito, principalmente plantas.” Soava bem, de alguma forma.

Na realidade, o argumento para evitar alimentos de origem animal nunca foi forte. Quando se trata de saúde, o caso contra a carne é quase exclusivamente derivado de uma metodologia científica conhecida como epidemiologia nutricional, um fraco substituto para a verdadeira ciência experimental. Embora chegue ao noticiário como um evangelho, esses estudos que tipicamente mostram que ovos, manteiga ou carne bovina promovem doenças, quase sempre dependem de questionários e das lembranças não verificáveis dos participantes, participantes estes que, frequentemente, fornecem respostas incorrectas, em busca da aprovação dos seus entrevistadores. Além disso, o resultado final de um estudo epidemiológico é capaz de mostras apenas associações, e NÃO PODE estabelecer relações de causa e efeito.

Mas vocês não perceberiam isso tendo em conta a confiança com a qual, desde há cinco décadas, fomos direccionados para o “bufett” de saladas.

Tampouco grandes ensaios clínicos aleatórios confirmaram o senso comum de que uma “maioria de plantas”, ou mesmo de que a chamada dieta mediterrânea leva a melhores resultados de saúde. Pelo contrário, é bastante desafiador tentar substituir completamente a alta densidade nutricional dos produtos minimamente processados de origem animal pelas frutas, legumes e grãos integrais do nosso suposto futuro dietético.

Carnes, ovos e lacticínios são inquestionavelmente superiores aos hidratos de carbono refinados e óleos vegetais que estão no centro da dieta americana padrão. Mas depois de um longo período culpando o talhante, esses detalhes inconvenientes sobre alimentos de origem animal permanecem pouco conhecidos, e é seguro dizer que a maioria dos americanos acredita que é mais saudável comer menos carne.

Vocês podem pensar nisso como nosso grande “ponto cego” vegetariano, que nos deixou indefesos contra a escalada da cruzada contra a carne: a notável afirmação de que comer carne é mau para o planeta. Um grande exagero! Antigamente, comer carne era considerado apenas mau para as artérias de uma pessoa, mas agora devemos fazê-lo com a vergonha de que isso seria negativo para toda a vida na Terra.

Suponho que alguém tenha que dar crédito a eles (veganos e vegetarianos) por aumentar as críticas em torno do bife, mas era realmente necessário que isso acontecesse? Somente um monstro negaria aos seguidores das dietas vegetarianas e veganas a rectidão moral que lhes é devida. Escolher comer apenas plantas ou “principalmente plantas”, como Pollan colocou, é, naturalmente, uma escolha pessoal legítima, totalmente admirável, por razões ética ao menos – por parte dos adultos que nisso consentem.

Mas a campanha em andamento para forçar o mundo a desistir de alimentos de origem animal por meio da vergonha em nome do aquecimento global é pura projecção vegetariana, uma mistura “low-calorie” de fatos e suposições. Ela “apanha boleia” em nossa ansiedade sobre o aumento das marés, deslocando o medo dos gases do efeito estufa para um medo infundado da carne.

A apropriação vegetariana da crise climática é imprudente. A mudança climática exigirá nossa atenção concentrada, sacrifício colectivo e coragem política sem precedentes. Mudanças transformadoras e dissruptivas serão necessárias para fazer os combustíveis fósseis reflectirem seus custos ao meio ambiente e, em seguida, transformar a sociedade para 100% de energia renovável. Isso já será doloroso o suficiente sem lutar contra a percepção de que o activismo alimentar pode ter sequestrado a agenda ambiental.
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A “segunda-feira sem carne” tem reivindicado o argumento do carbono por um tempo, mas 2019 foi o ano em que Wall Street colocou uma recomendação de “compra” no tópico. Nos últimos meses, testemunhamos o aumento dos stok’s dos fabricantes de hambúrgueres como Beyond Meat (22 ingredientes, US $ 240 milhões arrecadados, Nasdaq: BYND) e Impossible Foods (21 ingredientes, US $ 300 milhões arrecadados, de capital fechado). Ambos colocam mensagens sobre o clima no topo de suas vendas. Insectos comestíveis e “leites” feitos de amêndoas, soja e aveia foram todos financiados com foco nas preferências ambientalistas dos consumidores. Sem mencionar o ângulo climático, a Cargill já começou a cultivar carne em laboratório.

Então, vem a EAT Lancet, uma iniciativa global lançada em janeiro passado para propor uma dieta vegetariana planetária, quase vegana, que promete uma “transformação radical do sistema alimentar global”. A campanha, financiada por uma bilionária vegana da Escandinávia e pelo Wellcome Trust, uma organização filantrópica com laços familiares com a Igreja Adventista do Sétimo Dia (vegetariana), cujo autor principal foi o nutricionista de Harvard Walt Willet, um antigo “semeador” de ansiedades sobre carne, e influente chefe da política federal de nutrição (americana).

Outro co-autor do EAT Lancet, o cientista ambiental da Universidade de Minnesota, David Tilman, vem promovendo uma mensagem relacionando carne com o clima, desde pelo menos 2014. Foi quando, em uma publicação amplamente citada pela revista Nature, ele e um co-autor ganharam ampla atenção pelo artigo “Dietas Globais Conectam Sustentabilidade Ambiental e Saúde Humana”, um documento que vende os mesmos vínculos não comprovados de carne com doenças crônicas e ainda oferece uma assustadora série de cálculos para provar que os gases do efeito estufa estarão controlados até 2050 se todos concordarem em comer “a média entre as dietas mediterrânea, “piscitariana” e vegetariana ”. Foi uma extraordinária matemática…

Para uma campanha de matiz ambientalista, o EAT Lancet tem o apoio de alguns companheiros bem estranhos. Os co-patrocinadores incluem os fabricantes de produtos químicos Dupont, o gigante de tecnologia Google, a gigante de contabilidade Deloitte, o gigante de Relações Públicas Edelman, 13 outras empresas químicas e 27 fabricantes de alimentos e medicamentos, incluindo os vendedores de hidratos de carbono refinados Kellogg’s, Nestlé e PepsiCo e os gigantes dos óleos vegetais processado Cargill e Unilever. O que, alguém poderia perguntar, poderia persuadir esses motores do capitalismo a defender o fechamento de cada casa de carnes, bar de ostras e churrascaria?

Talvez a dieta da EAT Lancet nos dê algumas pistas. Da forma que foi imaginada, a dieta supostamente de baixa emissão de carbono que irá prolongar a saúde de amanhã é um prato pós-apocalíptico cheio de celulose, com apenas alguns gramas de carne por mês. Um paraíso anedónico, ele acaba com tudo que é sensorial sobre comida e ainda consegue incluir um pouco de fraude climática no processo, misturando estes alimentos básicos com frutas e legumes importados em aviões a jato.

Embora não fique claro como, sob o plano do EAT Lancet, devemos comer porções abundantes dos chamados PUFAs (ácidos graxos poliinsaturados), óleos industrializados de sementes que mantêm unidos os ingredientes da maioria das formas de alimentos processados, incluindo – surpresa! – substitutos de carne.

Mas os PUFAs são a coisa mais distante do natural. Como Nina Teicholz relatou em “Gordura Sem Medo” , estes substitutos de baixa qualidade para o sebo, banha e manteiga formam partículas oxidadas quando aquecidos, que requerem a compra, por parte das cozinhas industriais, de produtos de limpeza especiais para remover sólidos endurecidos de fritadeiras e roupas de trabalhadores de fast-food. Eles provavelmente deveriam ter permanecido restritos ao seu uso original, a lubrificação de máquinas.

A dieta EAT Lancet, sem surpresa, também é nutricionalmente deficiente. Segundo uma análise de Zoe Harcombe, pesquisadora com doutorado em nutrição em saúde pública, os adeptos ficariam deficientes em vitamina B12, vitamina D, retinol, sódio, potássio, cálcio e ferro. A dieta é uma vitória, no entanto, para qualquer fabricante capaz de colocar um V em sua embalagem. Por isso, os patrocínios.
***
O gado contribui para a mudança climática. Eles arrotam metano, um gás de efeito estufa. Os ruminantes têm um segundo estômago para a digestão de plantas fibrosas, quebrando a vegetação que não podemos digerir através do caminho anaeróbio e, assim, expelindo metano.

Embora mais potente que o CO2 na captura de calor, o metano é de duração relativamente curta na atmosfera. O metano também é expelido pela Mãe Natureza através de cupins, que, como o gado, também precisam digerir a celulose. O pântano, outro digestor natural de celulose (e uma reserva de biodiversidade), é uma das maiores fontes naturais de metano do planeta. Fontes humanas de metano incluem aterros sanitários, campos de petróleo e, numa reviravolta inesperada, uma prática agrícola que provavelmente aumentará exponencialmente se uma utopia vegana se tornar real: plantações de arroz.

A outra emissão directa por bovinos vem do esterco, que libera tanto o metano quanto o óxido nitroso, outro gás de feito estufa. Mas precisamos de esterco no ciclo de carbono dos ruminantes, um sistema regenerativo que remove carbono do ar ao longo do tempo, formando solo novo.

Funciona assim: ao pastar, o gado deposita estrume e urina no solo (reciclando a água que bebe), que são então pressionados pelos cascos no solo, fertilizando o sistema de raízes profundas das gramas dos pastos. Essas plantas gramíneas, vegetação que os humanos não conseguem comer, crescem em terras que os humanos não podem cultivar, retiram o CO2 do ar, sequestrando o carbono. Dessa forma, o gado alimentado de pasto é positivo para o clima— eles retiram mais carbono do ar do que liberam.

Com excepção das operações de confinamentos, que concentram o esterco de maneira não natural, tanto o arroto quanto o esterco de ruminantes estão connosco há milénios. Estima-se que 80 milhões de búfalos selvagens já cobriram as Grandes Planícies. Esses números quase equivalem aos 90 milhões de bovinos de corte vivos nos EUA hoje, dos quais 75 milhões estão localizados em campos a qualquer momento. No final do Pleistoceno Superior, acredita-se que 150 espécies de mega-fauna tenham existido nas Américas, incluindo mamutes lanosos, grandes felinos, preguiças-gigantes e ursos grandes. Cálculos de regressão sugerem que as emissões desses herbívoros super-dimensionados teriam criado níveis de metano próximos aos emitidos hoje pelo gado doméstico.

Assim, nossa atmosfera mostrou-se capaz de lidar com os arrotos e os dejectos do reino animal, assim como com o metano liberado pelos cupins e pântanos. Se esse metano não fosse expelido pelo gado, teria sido libertado quando a erva não consumida começasse a apodrecer. Fontes verdadeiramente artificiais de metano – aterros sanitários, condicionadores de ar, arrozais agrícolas e, a um nível extraordinário, vazamentos na cadeia de produção de gás natural – são assuntos urgentes de preocupação para o combate às mudanças climáticas. Estima-se que vazamentos de gás devido ao “fracking”(fracturamento hidráulico para a exploração do gás natural), por exemplo, liberem desastrosos 13 Tg (teragramas) de metano a cada ano. Isso é o dobro do metano liberado a cada ano pelas vacas. O EAT Lancet deveria estar nos pressionando para renunciar ao gás de fogão e ao arroz. Mas isso não favoreceria o avanço do imperativo vegetariano.
• • •

Há, é claro, custos climáticos indirectos do gado, e esses perfazem a maior parte da culpa que agora está sendo colocada na carne. As vacas são culpadas por tudo, desde a libertação de CO2 por camiões envolvidos no transporte de carne, até as chaminés de fábricas de embalagem, o carbono liberado pelo cultivo de terras para alimentação, incluindo a prática desastrosa de derrubar florestas (que armazenam CO2) para torná-las terras cultiváveis nos países em desenvolvimento. Esses argumentos surgiram já nos primeiros artigos culpando as vacas, e rapidamente levantaram dúvidas.

O problema começou em 2006, quando a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) relatou que 18% dos gases do efeito estufa eram devidos à pecuária, uma soma maior do que todo o sector de transporte. Mas a FAO acabaria por ajustar este valor para baixo (para 14,5%) depois que ficou claro que havia essencialmente comparado as emissões directas e indirectas de vacas apenas às emissões directas de carros. A FAO ainda não tem nenhum valor de comparação para os custos climáticos indirectos dos carros, sem dúvida porque o número é impossível calcular.

Quando você se foca nas emissões passíveis de serem calculadas, directas, a carga climática do gado cai dramaticamente. A EPA estima que 9% de todas as emissões directas nos EUA são devidas à agricultura, em comparação com 20% da indústria, 28% da electricidade e 28% do transporte. Apenas 3,9% são devidos ao gado. Isso é metade do CO2 atribuível ao concreto.

“Pecuária e Mudanças Climáticas”, um relatório acusando o gado, de 2009, pelo World Watch Institute, ficou famoso ao afirmar que a carne era responsável por 51% dos gases do efeito estufa, um número repetido no documentário da Netflix “Cowspiracy“. Mas a World Watch registrou não apenas o arroto de vacas e as lavouras destinadas a ração, mas até o próprio CO2 exalado pelo gado, gases que são, é claro, re-inalados. Eles basicamente penalizavam o gado por respirar. O que é estranho para uma organização de sustentabilidade, mas apenas marginalmente mais do que penalizar o gado por digerir. “A pecuária”, seus autores racionalizaram, “é uma invenção e conveniência humana (como o automóvel), e não parte dos tempos pré-humanos”.
Digam isso a Buffalo Bill…
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A mudança climática é assustadora. Todos nós queremos fazer algo, e a tentação de combiná-lo com o que ingerimos ao jantar é forte. Oferece um sentimento de sucesso muito mais imediato do que o confuso negócio de mudanças políticas.
E seria bom, vocês sabem, unir saúde e activismo ambiental ao mesmo tempo, depois ir ao ginásio e à lavandaria. Bastaria mudarmos para as tortas de feijão, as temperaturas parariam de subir, e todo o trabalho estaria feito.

Mas o feijão não é uma proteína completa. Você precisa adicionar-lhe arroz. Arroz, a maior fonte de metano em toda a agricultura. E aquela soja no hambúrguer vegetal? É necessário fertilizante, que libera óxido nitroso, que é 300 vezes mais potente que o CO2.

Para muitos americanos da Geração Z, agora com cerca de 7 a 22 anos de idade… eles querem marcas de alimentos autênticas e transparentes que estão desacelerando a mudança climática, e não contribuindo para isso.” Foi assim que um repórter descreveu a opinião vigente em uma recente matéria no Los Angeles Times. Entre os jovens de 20 e poucos anos, o desejo por “ovos livres de ovo” e maionese à base de plantas é, aparentemente, alto. Resulta que as crianças estão renunciando aos velhos hábitos ao comerem manteiga vegana e hambúrgueres com ingredientes mantidos unidos por óleo de semente de soja ou girassol, também conhecido como ácido linoléico, lipídios instáveis ​​que criam radicais livres cancerígenos quando aquecidos.

O que é incrível pois, quando eu estava na faculdade, nós nos revoltávamos contra os nossos pais ouvindo “The Clash”.
Joe Strummer (vocalista do The Clash) era vegetariano, tenho que admitir. Ele se importava com o destino de todas as coisas vivas. Mas ele também via os homens do dinheiro pelo que eles realmente eram. Eu gostaria de pensar que, se ele ainda estivesse vivo, ele teria nos advertido para que não fôssemos ingénuos quanto aos aproveitadores alinhando-se para capitalizar nossos medos. Que, ao direccionarmos nossas preocupações para os hambúrgueres, tiramos os olhos dos carros, das chaminés e dos vazamentos de gás. Ele nos diria que o que realmente precisamos, nesta hora tardia, é fazer valer cada alerta.

Dieta Planetária – Saiba o que está por trás desse relatório

Dieta PlanetáriaAFINAL O QUE É A “DIETA PLANETÁRIA”?

Cientistas desenvolveram uma dieta que promete salvar vidas, alimentar 10 biliões de habitantes e mesmo assim não causar danos catastróficos ao planeta…Fantástico não?!

A receita para esse “milagre” consta do relatório elaborado por uma comissão global de 37 especialistas em nutrição, agricultura, economia, saúde e governo e publicado na revista científica “The Lancet”.

Um comentário pessoal…

Convém começar por relembrar que pessoalmente defendo que o consumo de uma boa porção de vegetais e frutas deve fazer parte da nossa alimentação regular. Esse também é, aliás, uma das premissas, das bases de uma dieta Paleo / Primal, apesar de que gente mal informada acha que somos maioritariamente “carnívoros”… 😉

Na Paleo / Primal defende-se acima de tudo os alimentos “verdadeiros”, frescos e na forma mais naturais possíveis, minimamente processados e nutricionalmente densos.

Nutricionalmente densos, de uma forma simplificada, significa que numa relativamente pequena porção de alimento este contém uma relativamente generosa dose de nutrientes essenciais. Ora quem perceba um mínimo de nutrição e biodisponibilidade sabe que os alimentos mais nutricionalmente densos são invariavelmente os de origem animal.

Não há volta a dar. Proteínas vegetais não são completas, não contêm muitos dos aminoácidos essenciais e não são tão biodisponiveis (que significa, resumidamente, que o nosso metabolismo não consegue absorver de forma tão eficiente…)

Recentemente foi orquestrada de forma marginal e verdadeiramente global (e o marketing e promoção da causa Vegana / Vegetariana já nos tem habituado a isso) a divulgação de um relatório sobre uma “DIETA PLANETÁRIA”, que nos viria salvar a todos, e ao próprio planeta, de uma extinção global… Salva-nos de um verdadeiro holocausto nutricional e da destruição dos recursos naturais do planeta 🌏… 😉

O relatório que a defende foi publicado simultaneamente em todos os maiores medias de comunicação mundial e promovido por alguns dos maiores nomes da indústria da comunicação e entretenimento (já habituais nestas “campanhas”)…

Mas afinal de que se trata?! E quem está por trás disto? Leiam um pouco mais e retirem as vossas próprias conclusões…

Segundo esse relatório, a dieta consiste em…

Dieta Planetária

Dieta Planetária – Doses Diárias

50 gramas de oleaginosas, ou seja, nozes, amêndoas, castanhas…
75 gramas de feijão, grão de bico, lentilhas ou outro tipo de leguminosas…
0 a 28 gramas de peixe
Ovos – 13g por dia (pouco mais de um por semana)
Carne vermelha, 0 a 14 gramas por dia
0 a 29 gramas de frango por dia, o equivalente a uma almôndega…
14 gramas de carne vermelha por dia significa um bife grande por mês!

E no texto do relatório, o proposto é de ZERO a 14g, ZERO a 28g no caso do peixe… 😉

Hidratos de carbono como pão e arroz, 232 gramas por dia…!!!
50 gramas de tubérculos como batata.
Laticínios, 250g o equivalente a um copo de leite por dia…
Legumes 300 g
frutas 200 g

Em resumo, 14% das calorias viriam de proteínas, sendo que boa parte dessas proteínas seriam de má qualidade (menor biodisponibilidade) e não completas (falta de aminoácidos essenciais), vindo de outros alimentos que não a carne e ovos.

35% de gorduras e 51% de hidratos de carbono. 

Outra recomendação do relatório é a eliminação de alimentos considerados não saudáveis das prateleiras dos supermercados ou aumentar os impostos sobre eles para induzir as pessoas a escolherem opções mais saudáveis.

Oposição a essa “Dieta Planetária”….

Vários grupos de investigadores, como a “Nutrition Coalition” liderada por Nina Teicholz, responderam a essa publicação, afirmando que a sugestão de reduzir a carne vermelha é má para a saúde e não tem qualquer fundamento científico, sendo apenas baseada em fracos estudos epidemiológicos. Também a Dra Zoë Harcombe, fez uma análise nutricional dessa “dieta planetária” e descobriu que ela é bastante deficiente em nutrientes importantes para a saúde humana como a vitamina B12, retinol, vitamina D, vitamina K2, sódio, potássio e cálcio. Também é deficiente em Ômega-3 e problemática no excesso de Ômega-6. 

Embora o objetivo dessa comissão pareça à primeira vista cuidar da saúde e do meio ambiente, vários críticos acreditam que os cientistas estão a tentar tirar o direito de escolha das pessoas e “forçar” uma dieta vegana (sem produtos de origem animal) a nível global. “O desejo de limitar as pessoas a comer um décimo de salsicha por dia não deixa dúvidas de que estamos a lidar com fanáticos. Eles não escondem o  desejo de taxar e proibir, para forçar uma dieta quase vegana à população mundial”, comentou Christopher Snowdon, do Instituto de Assuntos Econômicos do Reino Unido. 

Diante das intervenções sugeridas pela Comissão Eat-Lancet, além da acusação de uma tentativa de impor a dieta vegana à população), alguns especialistas alertam para os riscos associados a mudanças drásticas na dieta. A primeira crítica à dieta da saúde planetária é o grande corte nas porções de carne, uma das principais fontes de proteína da alimentação.

“Os seres humanos, especialmente quando envelhecem, não podem ficar sem proteína. A recomendação da Comissão é um afastamento drástico das evidências que mostram que a carne e os laticínios melhoram as dietas, Stuart Phillips, da McMaster University, no Canadá, ao Telegraph.


Reforçar ainda que eme tantos especialistas diferentes, nenhum especialista em agropecuária foi incluido nessa comissão que tem como objetivo “salvar o planeta”. Ninguém que entenda e defenda que uma pecuária sustentável é de facto uma das formas naturais de se restabelecer o equilíbrio natural tanto de pastagens na natureza quanto de carbono na atmosfera.

Ninguém com essa orientação foi convidado…

E quem está por trás dessa organização, o Eat-Lancet?! 

A fundadora da comissão EAT é a bilionária norueguesa, VEGANA e ativista dos direitos dos animais Gunhild Stordalen

A EAT recentemente ajudou a lançar o Fresh, que é um acrônimo que significa Reforma de Alimentos para a Sustentabilidade e Saúde. Trata-se de uma parceria global de cerca de 40 empresas, incluindo a BARILLA, que é somente a maior produtora mundial de massas alimentícias e que inclusive publicou um livro afirmando que o caminho para a saúde das pessoas do planeta é basear a alimentação em grãos, massas, legumes e folhas…

…a UNILEVER, que fabrica carnes artificiais, carnes vegetais… Salsichas feitas de vegetais. Hambúrgueres feitos de vegetais…e ainda é dos maiores produtores de óleos vegetais….

…a KELLOGG’S, que fabrica cereais…

…a PEPSI que fabrica bebidas açucaradas… um detalhe muito interessante… Dentro das coisas que permitem nessa dieta, permitem mais açúcar do que carne… 😉 e não condenam a adição de açúcar nos alimentos…

A comissão reuniu fundos de gigantes tais como a Cargill, Nestlé, Pepsi, Kellogg’s, Barilla… E, curiosamente, todas essas empresas têm muito a lucrar com essas ideias…

Muitos dos membros da comissão são pessoas que há vários anos defendem uma dieta vegetariana e propagam a falsa ideia do mal causado por alimentos de origem animal, ambas as coisas, claro, sem base científica credível…

O professor Martin Cohen da (AESA) Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos expôs a grande influência de dinheiro da indústria da soja e de bilionários veganos por trás da comissão EAT-Lancet.

Sobre um dos autores líderes da comissão, Walter Willett
100% dos estudos publicados por este autor, que é o chefe da escola de saúde pública de Harvard, vilanizam a carne vermelha e a gordura saturada…
há muitos anos publica livros propagando vegetarianismo e vendendo produtos vegetarianos…

Dieta Planetária

E os dados em que se baseia o relatório, até que ponto são válidos?


A escola de saúde pública de Harvard tem algumas coortes (conjuntos de milhares de pessoas que são observadas no decorrer dos anos, recolhendo variadíssimos dados) e que são utilizados para “produzir” vários estudos por ano. São eles: Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study.

Tratam-se de estudos OBSERVACIONAIS / EPIDEMIOLÓGICOS. Ou seja, eles podem levantar hipóteses, mas não estabelecem causa e efeito.

A forma como os questionários alimentares (pois é nisso que se baseiam os estudos que suportam esse relatório…) são implementados, é tendenciosa e manipuladora. Sobre o tipo de questionários habitualmente usados nesses estudos, cito:

…o questionário também foi tendencioso para as frutas e os vegetais, com 18 perguntas sobre esses itens, em comparação com apenas nove sobre todos os tipos de carnes frescas e processadas. Isto está fadado a criar uma avaliação parcial do consumo total de carne e alimentos de origem animal em geral, com maior probabilidade de viés dos resultados em favor de uma alimentação contendo predominantemente vegetais, como o artigo de Harvard de fato encontrou…

Mais conflitos de interesse…

Outros conflitos de interesse importantes, ainda que não declarados, são de natureza intelectual e financeira. O Dr. Walter Willett, de Harvard, por exemplo, trabalha em estreita colaboração com grupos financiados pela indústria, como a Oldways e o International Carbohydrate Quality Consortium, que fomentam ativamente o consumo de hidratos de carbono.

O Dr. Willett também tem sido há muitos anos paladino de uma dieta vegetariana rica em grãos, e orador assíduo no circuito de conferências veganas, bem como conselheiro sênior de mais do que um grupo que promovem uma dieta vegetariana rica em hidratos de carbono…

Em jeito de conclusão…

Este relatório representa no fundo mais uma campanha disfarçada para promoção de Veganismo / Vegetarianismo, fazendo uso da manipulação de estudos já sem grande nível de evidência e recorrendo a pessoas e entidades de grande influência global. Vem muito na “onda” de documentários como o What the Health e o Cowspiracy que apesar de amplamente criticados e “demolidas” as suas pretensas bases científicas, não deixaram de lançar a dúvida e confusão e converter algumas pesssoas que não têm tanto jeito e paciência para pesquisar os estudos ou as críticas aos mesmos…

Pessoalmente respeito muito as opções relegiosas, filosóficas e até de dieta de cada um. Sob o ponto de vista da defesa dos direitos e qualidade de vida dos animais, estou completamente solidário. Só não aceito bem que cegamente se pretenda passar Veganismo como uma dieta saudável, ou mesmo a ideal para o ser humano. Isso é completamente irreal!

Quem quiser ler um pouco mais sobre estas “campanhas” pró-vegans, sem grandes escrúpulos em distorcer a ciência e factos em seu favor, pode ler os seguintes artigos:

PALEO vs VEGANOS?! Argumentos contra e a favor…
Pamela Anderson PETAMITOS Nutricionais | Indústria, Lobis e Igreja…

Este último artigo então… de certeza que vos irá surpreender e chocar!

Tempos Modernos e Vidas agitadas…Priorizar-nos é importante?

… em que se fala de stress, maus hábitos alimentares e de sono, conceitos e dimensões de saúde, Mindfulness / meditação, foco e pensamento positivo, vantagens em processos de Coaching…etc…😉

MUITO IMPORTANTE: Em rodapé inscrição em processos de Coaching GRATUITOS

 

Concerteza vão concordar comigo que vivemos numa época “agitada”. Cada vez temos mais exigências, mais estímulos. Nunca existiram tantas máquinas, tantos aparelhos para nos facilitar a vida, para fazer mais em menos tempo. Nunca existiram tantos produtos “milagrosos”, tantas refeições prontas, tantos alimentos já descascados, pré-cortados, pré-fritos, já só falta pré-comidos…

Seria de pensar que teríamos todos mais tempo livre, mais lazer, tempo de qualidade com as nossas famílias.. Isso acontece com vocês? Se sim, parabéns! Vocês fazem parte da reduzidíssima percentagem que consegue “navegar” os mares revoltos das exigências modernas, sem consequências negativas para a saúde, vida familiar e social ou espiritual…

Em meio às exigências de carreira, produtividade / competitividade, ofertas múltiplas de actividades extra-curriculares para os nossos filhos (e por vezes estes têm uma agenda tão ou mais preenchida que a nossa…), tentativas de gerir vida social (real e virtual), acabamos por ter péssimos hábitos de sono, fazemos desastrosas opções alimentares, fazemos pouca ou nenhuma actividade física, dedicamos muito pouco tempo “real” à família e amigos, vivemos emersos em stress crónico…enfim…o oposto do que mais contribui para um verdadeiro Bem Estar e melhor Saúde, física e mental.

Estas situações acontecem-nos todos os dias, aos poucos, uma “má escolha” de cada vez,…até que se instalam, passam a fazer parte da nossa rotina e nem damos por elas.

Até um dia ser inevitável encararmos as consequências:

  • aqueles dez quilos a mais que já não conseguimos ignorar;
  • aquele cansaço constante;
  • a irritabilidade;
  • a falta de paciência com o cônjuge, com os miúdos…
  • ou com aquele colega de trabalho que “é tão chato” (e que provavelmente até passa por dilemas semelhantes…).

Desenvolvimento Pessoal / Saúde fisica

Conceitos de Saúde / Wellness

O nosso Bem Estar, o nosso nível ideal de Saúde é uma construção, uma soma de várias partes (perspectiva holística) em que os aspectos físicos são uma dimensão não necessariamente mais importante que os aspectos sociais e familiares, espirituais, profissionais / ocupacionais, emocionais, intelectuais, entre outros. Quando existe um maior desequilíbrio, em uma ou mais dessas dimensões, naturalmente isso irá repercutir-se no nosso estado geral de saúde.

Vulgarmente quando dizemos que alguém “tem saúde” ou “está saudável”, o que pensamos é que a pessoa está bem fisicamente. No entanto o conceito de saúde inclui a saúde física, a saúde mental e emocional, em dimensões como a auto-aceitação (estarmos bem com nós próprios, as nossas capacidades, a nossa imagem, etc…), as nossas “habilidades sociais” ou a forma como nos “encaixamos” e fluímos com o nosso “ambiente” e a percepção sobre o que acontece ao nosso redor.

A falta de tempo (ou a má gestão / má definição de prioridades..), de sono, de verdadeiras e enriquecedoras ligações aos outros, falta de actividade física ou exercício (não necessariamente a mesma coisa), falta de tempo para lazer, para a leitura, expressão artística, ou quaisquer que sejam as nossas “paixões”… fazem de nós seres humanos menos realizados, menos saudáveis, física e mentalmente.

O momento em que nos damos conta disso, em que adquirimos verdadeira consciência do que nos limita, nos impede de evoluir, é frequentemente um momento verdadeiramente libertador. Se conseguimos atingir esse nível de consciência sozinhos, fantástico! No entanto frequentemente estamos tão imersos nesses ritmos, nessas exigências, que mal damos conta dos “sintomas”, dos problemas que esses desequilíbrios provocam, quanto mais identificarmos sozinhos a sua origem ou que comportamentos verdadeiramente precisamos mudar para melhorar “o todo”.

Pensemos num problema de excesso de peso ou obesidade, uma preocupação tão comum a tanta gente. Frequentemente a culpa reside, numa primeira análise, em más opções alimentares, numa dieta que estará longe de ser a ideal. No entanto, por trás dessas escolhas, muitas vezes estão pressões profissionais e/ou familiares, maus hábitos de sono, uma baixa auto-estima, enfim múltiplas “influências” que se não forem identificadas e “trabalhadas”, não será uma simples alteração de dieta que vai atingir resultados eficientes e duradouros.

Geralmente é necessário tomar consciência do que está na raiz do “sintoma” (o excesso de peso) e reconhecer que para uma intervenção com efeitos sólidos e duradouros, deveremos priorizar a resolução “das causas” e não simplesmente “dos efeitos”. Por vezes é necessário que alguém “de fora” nos ajude a perceber que existem outras dimensões da nossa vida que temos de priorizar

MINDFULNESS ou atenção Plena

Falamos muito no “foco”, em “manter o foco”, na importãncia de nos concentrarmos nos nossos objectivos. Isso é Mindfulness. Mindfulness ou atenção plena é estarmos plenamente conscientes e presentes. Conscientes de nós próprios, do nosso corpo, das nossas emoções e do que se passa à nossa volta.Sempre no momento presente, porque passado e futuro são meras abstrações. Na prática não vivemos no passado, nem devemos estar presos ao passado. Na realidade só existe o momento presente e é nesse que podemos agir. É o que fazemos no presente que poderá influenciar o nosso futuro, sempre numa perspectiva positiva e não plena de ansiedades e preocupações. E isso é extremamente poderoso! Praticar mindfulness e introduzir meditação nas nossas vidas agitadas pode ser poderosissímo e transformador!

E a importância do foco, mais do que idealizarmos, ou planearmos os nossos objectivos, traduz-se no poder da “visualização” da nossa meta. De nos imaginarmos como tendo alcançado esses objectivos e explorarmos as sensações e emoções desse sucesso. Visualização pode ser a chave para a criação. Alguns estudos apontam a importância de visualizar os nossos desejos, a fim de criar um ambiente propício para o sucesso. No desporto de alto rendimento há muito que se sabe disso. Os grandes atletas visualizam-se a vencer, a ultrapassar os seus limites, visualizam toda uma jogada antes de a executar.

Sobre a importância de acreditar em nós próprios, de nos focarmos e de visualizarmos o cumprimento dos nosso objectivos, recomendo este TED TALK de Patti Dobrowolski (não se esqueçam de activar as legendas em português, disponíveis nas definições do video…)

E pensam vocês… que raio tem isto a ver com nutrição?! Estará ele a delirar? Bem… não tem nada a ver e tem tudo! A nutrição é importantíssima para a nossa qualidade de vida e Bem Estar, mas é apenas um elemento da equação e tanto afecta como é afectada por desequilíbrios em outras Dimensões da nossa vida…

Nesta fase da minha vida resolvi fazer um investimento em mais formação, maior empenhamento no meu Desenvolvimento Pessoal, com ênfase numa Certificação em Health & Wellness Coaching (a decorrer até Julho), um Curso Prático de Inteligência Emocional e outras ainda por agendar…

Como se 2 empregos, um site e um Podcast não fosse ocupação suficiente, resolvi investir em mais formação (saber nunca ocupa lugar), numa tentativa de ampliar a minha própria “bagagem” e munir-me de mais estratégias e ferramentas para eventualmente apoiar outras pessoas. Fui assim tratar do meu próprio Desenvolvimento Pessoal, de forma a perspectivar poder vir a ajudar outros. Essencialmente precisamos aprender a nos cuidar, para podermos ser bons cuidadores…

Vocês já me conhecem, já sabem como penso e como tento sempre ir “ao fundo das questões*, encontrar as fundamentações / bases e argumentos científicos para validar (ou refutar) afirmações e crenças. Quanto mais pesquisava, mais me convencia das vantagens da aplicação de processos de coaching no apoio à procura do “Wellness”, do estado ideal de Saúde e Bem Estar.

À medida que pesquiso e aprofundo conhecimentos em metodologias como Psicologia Positiva, Comunicação Não Violenta, Entrevista Motivacional, PNL – Programação Neurolinguística, Inteligência Emocional, Mindfulness, posturas de Não Julgamento, Não Critica, Perguntas Poderosas… entre outras… Cada vez me fazia mais sentido apostar em processos de Coaching, como pedra basilar na melhoria da saúde e Bem Estar.

Em Julho espero estar a concluir a formação em Wellness Coaching e eventualmente a adicionar-lhe outros cursos e formações na área (que esta temática é tão contagiante como a da Nutrição… :))

Desenvolvimento Pessoal / Mindfulness

Em outros artigos abordei as vantagens e benefícios de um processo de Coaching, podem ler mais aqui e aqui…

Recordo o que o Coaching em Saúde / Wellness pretende promover:

  • O auto-conhecimento e auto-cuidado;
  • A definição de objetivos pessoais interligados com a saúde e bem-estar;
  • A criação e estruturação de planos de ação alinhados com os objetivos definidos individualmente;
  • A transformação dos hábitos alimentares e o ajustamento à bio-individualidade de cada um sem restrições;
  • O reforço da autoestima e auto-confiança;
  • A gestão emocional do fracasso;
  • A prática de uma atividade física (não necessariamente a frequência de ginásios);
  • Um incremento na Crença em Si e na capacidade para ultrapassar desafios independentemente da sua magnitude.

E o que não faz um Wellness Coach:

  • não prescreve treinos, isso é tarefa do Instrutor de sala de exercício ou do Personal Trainer que nalguns ginásios e health clubs curiosamente também se chama Coach!
  • não prescreve medicação, nem lhe sugere qualquer tipo de alteração ou alternativa ao seu plano de tratamento;
  • não prescreve planos alimentares, nem aconselha nutricionalmente, nem sugere suplementação, nem proíbe de comer isto ou aquilo sob pretexto dos índices glicémicos ou dos aportes calóricos, não apresenta chás, programas alimentares, cápsulas, tupperwares, comprimidos nem batidos;
  • não substitui um médico, nem um terapeuta, nem as análises que tem que fazer regularmente!

O Coaching em saúde é ideal para quem:

  • tem baixa autoeficácia – pessoas que não se sentem capazes de mudar
  • tem fraca iniciativa e próatividade
  • tem presença de 3 ou mais fatores de risco ( sedentarismo, hipertensão, tabagismo, stress, obesidade, diabetes, dislipidemia são só alguns)
  • Presença de 1 fator de risco severo
  • Mais de 30 anos
  • Fumadores
  • Níveis de stress elevados
  • Indivíduos com doença crónica diagnosticada
Certificação Coach

COACHING PRO-BONO

Estando a decorrer até Julho a 2ª edição de uma Certificação em Helth & Welness Coaching, abrimos inscrições GRATUITAS (limitadas) para “clentes” de processos pro-bono (Prática Pro-bono supervisionada) que os formandos deverão levar a cabo. (Mais informações no formulário. NÃO PERCAM ESTA OPORTUNIDADE!

NUTRIrevolução | Suzana Cardoso – Sejam saudáveis, sejam felizes

“…era muito viciada em doces e verificava que sempre que os consumia, bem como quando ingeria alimentos com glúten, tudo isso me causava irritabilidade e instabilidade emocional…”

Existem algumas pessoas, no panorama nacional do “esforço” de divulgação do estilo de Vida Paleo / Primal, que se destacam, pela sua capacidade de inspirar, motivar e “comunicar a nossa mensagem”. São pessoas que conquistaram a afeição e confiança da comunidade Paleo / Primal e são frequentemente apontadas como referência e exemplo…

NUTRIrevolução convidou algumas dessas pessoas a partilharem connosco um pouco da sua “história” e experiência nestas opções “alternativas” de alimentação e modo de vida…

PERFIS PALEO

Suzana Cardoso BLOGA Suzana é uma “caixinha de surpresas”… 🙂 O seu aspecto de “menina” jovem e doce é enganador, pois “esconde” uma personalidade forte e decidida, uma inteligência declaradamente acima da média, uma maturidade assinalável para a usa idade e uma curiosidade e paixão pelas temàticas a que se dedica.

Como muitos dos que se dedicam, de forma absolutamente desinteressada, a ajudar outras pessoas a fazerem melhores opções, a darem passos mais esclarecidos na busca de uma melhor saúde e bem estar, a Suzana demonstra uma generosa disponibilidade e dedicação a esta “causa” de difundir melhores escolhas alimentares e um estilo de vida mais sadio.

De uma forma descontraída e com muito sentido de humor, a Suzana vai partilhando muita informação, sugestões de ementas semanais, fantásticas receitas, etc… quer no seu blog, na sua página facebook, canal YouTube e nos nosso Grupos Facebook de orientação Paleo / Primal…

Quem não se lembra do seu divertido mas esclarecedor vídeo de “DIETA PALEO: Guia para Iniciantes” ?!

Admiro vários dos interesses / paixões da Suzana. A sua orientação saudável e o investimento em formação de Desenvolvimento Pessoal, PNL – Programação Neuro-Linguística entre outras “ferramentas” faz-me acreditar que viremos sem dúvida a conhecer uma excelente profissional da área. Cá estaremos para testemunhar e continuar a beneficiar do seu empenho e dedicação…😊

Suzana Cardoso Paleo

ENTREVISTA

  • Quando consideras que iniciaste a tua “descoberta” de um estilo de vida e nutrição Paleo / Primal (ou a “tua” forma de descrever o que segues)?

Tudo começou em 2015. Em busca de ter um estilo de vida mais saudável, primeiramente, aderi a grupos “fit”, que partilhavam muitas refeições “light” (mas nada saudáveis). Num desses grupos, tive a sorte de ver uma refeição que fazia referência à Paleo. Decidi pesquisar mais sobre o assunto na internet, comprei livros, vi vídeos, fiz sínteses, organizei álbuns com fotos de sugestões de refeições para me inspirar e facilitar a transição para a dieta Paleo. Tentei “beber” o máximo de informação possível e, quando já compreendia o conceito, mudei drasticamente para esse novo estilo de vida, no verão de 2015.

  • Quais foram as tuas motivações? O que provocou o “click”?

Sempre desejei ter mais energia e também fortalecer o meu cérebro de modo a poder continuar a dar o meu máximo nos estudos universitários. E, a dieta Paleo, pareceu-me ser o “caminho” mais acertado para tal. Além de que era muito viciada em doces e verificava que sempre que os consumia, bem como quando ingeria alimentos com glúten, tudo isso me causava irritabilidade e instabilidade emocional, pois ficava com fome em pouco tempo.

  • Como descreves os primeiros tempos? Foi difícil a “mudança” de opções?

Foi muito fácil. Assim que compreendi este conceito, apliquei todos os seus princípios, com muita facilidade. Notei logo diferenças a nível emocional e fiquei muito contente por não ter mais o estômago constantemente a “roncar” de fome, nem a sentir-me fraca em poucas horas. Senti-me muito mais saciada e com mais energia para a realização das minhas atividades diárias.

  • Sentiste que as “tuas pessoas”, quem tinhas à tua volta, familiares, amigos, colegas, foram aliados ou trataram-te como um ET? 😊

Foi bastante complicado compreenderem esta minha opção de estilo de vida, sobretudo porque sou a mais nova de casa… Inicialmente, aborreciam-me constantemente, tentando-me convencer a comer doces ou pizzas quando eles comiam e também referindo mitos como o de que “comer vários ovos faz mal à saúde”, que “faz bem comer um bocado de açúcar” (o açúcar branco) e a velha máxima de que “vamos todos morrer”, dizendo-me tudo isto numa tentativa de que eu desistisse e voltasse ao que eles designavam de “comer comida normal”. Na atualidade, felizmente já compreendem e aceitam. No entanto, com muita tristeza minha, não consegui convencer nenhum familiar a mudar para este estilo de vida. Preferem continuar no lado do mal-estar físico, reclamar, porém sem nada fazerem para mudar. Acho que sou mesmo um “ET” na família.

Bolachinhas limão Paleo

  • Quando tiveste a “certeza” de que estavas no “caminho” certo?

Soube que estava no caminho certo quando finalmente consegui equilibrar o meu peso (no meu caso, desejava aumentar um bocadinho de peso), comendo apenas bons alimentos e também quando senti que, ao longo do dia, estava mais calma e saciada durante mais horas, ou seja, já não sentia aquela irritabilidade e oscilações de humor típicas de quando ingeria doces.

  • Tens algum “episódio”, alguma “história” engraçada / diferente / marcante, de que te lembres, relacionada com estas opções de vida?

Nos primeiros meses, quando iniciei a Paleo, com base em toda a informação que li (livros, artigos da internet…), redigi uma espécie de um livro-resumo para tentar convencer a minha família, uma vez que sabia que eles não tinham interesse em fazer pesquisas detalhadas sobre o assunto. Leram, mas não ficaram convencidos. Pelo menos tentei, só que aprendi que não podemos ajudar quem não quer ser ajudado. A mudança parte de dentro de cada um de nós. 

Contudo, o meu esforço não foi em vão. Graças a esse trabalho de síntese que fiz, tive a ideia de preparar vários guias para partilhar no meu canal do YouTube e no Blog e, assim, dar o meu contributo para que outras pessoas (pessoas realmente interessadas), que não têm tempo ou detestam ler, pudessem iniciar este estilo de vida, com facilidade.

  • Em quase todos que sentiram grandes benefícios nesta mudança de opções, surgiu um desejo altruísta de partilhar com as outras pessoas estes benefícios. Algumas pessoas, como tu, fazem os possíveis por divulgar o “conceito”, por vezes às custas de algum tempo para a família ou lazer… O que te motiva para tal? O que “te move”?

Desde criança, sempre tive um forte sentido de missão. Acredito que todos nascemos com um propósito e o nosso propósito deve passar por darmos o nosso melhor em algo que façamos muito bem e que tenha um impacto positivo nas pessoas que nos rodeiam. No meu caso, optei por fazê-lo através da escrita (dos guias, textos motivacionais) e da partilha de receitas. 

  • Tens feito um excelente trabalho, quer através da motivação das pessoas, com os teus exemplos, mostrar que é real, que a mudança é possível, quer na divulgação das melhores opções e sugestões de estilo de vida activo e saudável (no teu caso personalizando com conselhos sobre nutrição‎, cozinha, etc…).
  • Que novos projectos / planos tens para continuar esse “trabalho” em 2019? O que te motiva a continuar?

A crença de que ainda tenho que dar muito mais de mim ao Mundo, pois há muitas pessoas que precisam deste tipo de Blogs que as apoiem, é o que me motiva a continuar.

Como projetos futuros, confesso que gostaria muito de redigir o meu próprio livro! Adoro a escrita. Além disso, como sou uma apaixonada pela área de desenvolvimento pessoal, pretendo também dedicar-me mais a essa vertente no Blog, através da escrita de mais textos motivacionais e aplicando os vários conhecimentos que tenho, de modo a ajudar as pessoas também noutras áreas das suas vidas e não apenas ao nível da alimentação. Somos um “Todo”, em que tudo em nós tem de ser trabalhado para termos uma vida mais plena e, tal como costumo dizer, uma vida mais saudável e feliz.

A Suzana referiu na sua resposta ao meu desafio a esta Entrevista / Perfil, referindo ter sido uma HONRA… o que me fez genuinamente sorrir. É obviamente extremamente gratificante que alguém tão obviamente empenhada, assertiva e dedicada, considere um convite meu uma honra. A honra é minha em que confiem em mim para vos “expôr” e desta forma agradecer o tanto que fazem pela nossa pequena “comunidade”.

OBRIGADO POR TUDO SUZANA. Continua o teu percurso, estaremos aqui para o testemunhar e apoiar…

NOTA: As minhas desculpas à Suzana e aos nossos leitores pelo significativo atraso na publicação de mais este perfil e a prolongada ausência de publicações. Problemas de saúde e um acréscimo de desafios profissionais ditou este afastamento. Prometo regressar mais assíduo e regular…

PERFIS ANTERIORES:

A não perder os anteriores Perfis (disponíveis nos links abaixo), para ficar a conhecer um pouco melhor gente tão inspiradora…

Liliana Bento – Ser Feliz, Ser Paleo
Joana Franco e Abreu – 3 para as 2
Marta Simões – Na Caverna da Marta
Márcia Patrício – Os Temperos da Argas | Paleo
Evans AC – Doceira Diabólica ou Musa Inspiradora?!

NUTRIrevolução | Liliana Bento – Ser Feliz, Ser Paleo

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“O meu “click” foi a balança, se disser que não foi, minto…com 26 anos, deparei-me com as dores nos joelhos, ossos e articulações. Não conseguia brincar com os meus filhos ajoelhada no chão, não conseguia simplesmente agachar-me para apanhar os brinquedos caídos. Baixar-me e levantar-me sem que me custasse horrores…”

Existem algumas pessoas, no panorama nacional do “esforço” de divulgação do estilo de Vida Paleo / Primal, que se destacam, pela sua capacidade de inspirar, motivar e “comunicar a nossa mensagem”. São pessoas que conquistaram a afeição e confiança da comunidade Paleo / Primal e são frequentemente apontadas como referência e exemplo…

NUTRIrevolução convidou algumas dessas pessoas a partilharem connosco um pouco da sua “história” e experiência nestas opções “alternativas” de alimentação e modo de vida…

PERFIS PALEO

Ser Feliz, Ser PaleoA maioria das pessoas que um dia decidem “expor-se”, partilhar as suas escolhas e opções de vida, as suas ideias, experiências e resultados, na expectativa de conseguir ajudar outras pessoas, frequentemente têm uma história por trás disso. Uma experiência, por vezes um “choque”, que os desperta para a necessidade de mudança. Os americanos chamam-lhe um “Oh Shit!… moment” 😉

Para uns será “aquele” Kg a mais que finalmente os assustou, uma ameaça de doença cardio-vascular, colesterol elevado ou diabetes, um familiar que descobriu uma doença, etc…

Essas pessoas são excelentes “embaixadores da mudança”, porque são protagonistas de uma história real, porque passaram pelo mesmo, sentiram as dificuldades e limitações. São também as provas vivas que é possível fazer melhor, atingir resultados, mudar vidas…

São pessoas que regularmente reservam momentos que poderiam ser para a família, para lazer, para os amigos… para os usar para se dirigirem a “estranhos” e tentar motivá-los, auxiliá-los a fazer diferença nas suas vidas. A Liliana Bento é uma dessas pessoas e merece por isso o meu inquestionável respeito e admiração.

Ser Feliz, Ser Paleo – Partilhas, exemplos de vida

Quer através da sua página “Ser Feliz, Ser Paleo“, com mais de 25.100 seguidores, quer através da sua presença sempre activa e atenta, colaborando com as suas partilhas, respostas e esclarecimentos de dúvidas em vários grupos facebook, a Liliana é uma das pessoas que faz diferença…

A Liliana é ainda, desde o ínicio do PAP | Projecto de Apadrinhamento Paleo, uma das “madrinhas” dedicadas a ajudar a mudar vidas de iniciantes à Paleo / Primal. A sua experiência e conhecimentos têm sido preciosos a quem tem tido a sorte de ser seleccionado para esse projecto.

A Liliana é ainda uma excelente cozinheira e pasteleira Paleo. A sua página é testemunho disso mesmo e já neste artigo tinha tido oportunidade de vos apresentar os seus “produtos” (pois também “auxilia” quem não tem tempo para se dedicar à cozinha…).

Liliana Bento - Amamentação

A Liliana é mais uma “mulher guerreira”, mãe de três filhos e a tentar conciliar as suas necessidades, o seu papel de mãe, de esposa, de profissional… e ainda reservar tempo para outros… há que valorizar e agradecer!

Pela nossa experiência pessoal, pelas especificidades das experiências de cada um, as contribuições de cada um tendem a focar-se mais num ou noutro ponto. Quando a Liliana aborda temas como maternidade e amamentação na Paleo / Primal, ou ainda mais especificamente sobre PHDA (Perturbação de Hiperatividade / Défice de Atenção) fá-lo com a paixão e conhecimentos de uma mãe extremosa e preocupada. Poucos sentirão mais de perto essas questões do que uma mãe. Um destes dias “desafio-a” para me “ajudar” a escrever sobre o assunto, mais especificamente sobre a relação da nutrição com a PHDA… 😉 

Ser Feliz, Ser Paleo - Doces

ENTREVISTA

  • Quando consideras que iniciaste a tua “descoberta” de um estilo de vida e nutrição Paleo / Primal (ou a “tua” forma de descrever o que segues)?

Acho que dei início à minha descoberta quando por acaso bati de caras com o conceito Paleo através de uma amiga. Intrigada com o seu significado, pesquisei sem mais demoras, fartei-me de ler, mesmo no sentido literal da palavra, farta… 😉 já estava farta de ler, mas quanto mais lia, mais queria ler.. fartei-me de comprar livros, ler sites, procurar páginas de pessoas que seguissem e relatassem o que era efectivamente a Paleo. Descobri e fiquei fascinada com a descoberta.

  • Quais foram as tuas motivações? O que provocou o “click”?

O meu “click” foi a balança, se disser que não foi, minto. Foi de facto a balança que me deu o “click”, que me mostrou de caras que estava na hora de mudar. Em 5 anos, 3 gravidezes, 30 kg a mais do que tinha em solteira.
Na altura, com 26 anos (quase 3 atrás), deparei-me com as dores nos joelhos, ossos e articulações. Não conseguia brincar com os meus filhos ajoelhada no chão, não conseguia simplesmente agachar-me para apanhar os brinquedos caídos. Baixar-me e levantar-me sem que me custasse horrores…
A juntar à minha condição física, foi o susto do meu filho de 2 anos na altura ter Diabetes. Tinha os sintomas todos, mas felizmente, após alguns exames e despistes não se veio a desenvolver. Foi este o meu “click” mais forte e que me tirou o chão debaixo dos pés.

A minha vida e a de quem me rodeava tinha de mudar e era já, naquele exacto momento. E mudou.

Liliana Bento - Antes e Depois

  • Como descreves os primeiros tempos? Foi difícil a “mudança” de opções?

Os primeiros tempos foram de muita pressão. Movida pelo susto da presença dos Diabetes dentro da minha casa, era urgente mudar os hábitos alimentares de todos. Mas tinha de ser eu a começar. Tinha de partir de mim a iniciativa e levar em frente a minha decisão de mudança. Foi duro, mas incrivelmente tinha um foco desmedido. Levei muito tempo sem sair do conceito. Recriminava-me se o fizesse ou pensasse fazê-lo. Era dura comigo mesma. Extremista e fundamentalista, na altura. Entretanto ganhei controlo sobre mim. Controlo que havia perdido com o aumento de peso.

  • Sentiste que as “tuas pessoas”, quem tinhas à tua volta, familiares, amigos, colegas, foram aliados ou trataram-te como um ET? 😊

Não senti pelo simples facto de não dar nome à minha mudança. Tive o apoio e a compreensão do meu marido, como tenho em tudo até hoje e isso era o que me bastava. Se houvesse um dia de preguiça, ele estava lá (e está…) para me ajudar a manter no foco, mesmo sendo ele a cozinhar… cozinha como se fosse eu e focado em mim e na minha necessidade de mudança.

Ser Feliz, Ser Paleo - Doces

  • Quando tiveste a “certeza” de que estavas no “caminho” certo? E quando as pessoas à tua volta se “renderam” à evidência (se aconteceu…)?

Quando as dores me largaram, quando as aftas deixaram de aparecer, que até à mudança eram constantes e super dolorosas. Nunca mais tive uma afta na boca desde que eliminei o Leite e o Glúten.
As pessoas à minha volta viram a minha mudança física. A perda de volume e de peso foi notória logo no primeiro mês, mas após 6 meses já tinham ido 10 kg à “vidinha deles”… mas ninguém se rendeu, nem tão pouco mudou. Tudo se manteve ao meu redor. Mas mudei eu. E era isso que me bastava, e basta.

  • Tens algum “episódio”, alguma “história” engraçada / diferente / marcante, de que te lembres, relacionada com estas opções de vida?

Após o diagnóstico de PHDA do meu filho mais velho foi-nos recomendado pela psicóloga e Pediatra de Desenvolvimento, a redução dos açucares e muito principalmente, os refinados. Uma alimentação saudável… Mas quando eu respondo que já não existem nas nossas vidas há mais de 2 anos, perguntam-me como consigo. Simplesmente deixei de comprar.

Se comem fora de casa? Provavelmente sim… Mas debaixo da minha asa tento sempre controlar ao máximo o seu consumo.

Ser Feliz - Dizer não ao açucar

  • Em quase todos que sentiram grandes benefícios nesta mudança de opções, surgiu um desejo altruísta de partilhar com as outras pessoas estes benefícios. Algumas pessoas, como tu, fazem os possíveis por divulgar o “conceito”, por vezes às custas de algum tempo para a família ou lazer… O que te motiva para tal? O que “te move”?

Adoro partilhar os benefícios. Gosto de partilhar as minhas escolhas e dar a conhecer o porquê de as escolher alertando sempre quando não são escolhas muito boas, mas são válidas e que não há duas Paleos iguais. O intuito é sempre motivar quem me segue a mudar. Incentivar a mudança. Pelo menos que tentem e que se foquem por um período de tempo na mudança. Não é só na mudança física, é no melhoramento da saúde.
Partilhar é sempre positivo. Podemos não agradar a todos os que por nós passam, mas chegamos sempre a alguém que precisava de nos ler e saber que não trava a sua luta sozinho.

  • Penso que tens feito um excelente trabalho, quer através da motivação das pessoas, com os teus exemplos, as tuas partilhas, histórias de vida e receitas, a tua página Facebook “Ser Feliz, Ser Paleo“… e sendo também tu uma mãe de três (não digo de 4, pois estás sempre a elogiar o papel do teu marido e o apoio dele aos teus projectos… 😉 ) !! 

  • Que novos projectos / planos tens para continuar esse “trabalho” em 2019? O que te motiva a continuar?

Gostava muito de voltar a ter tempo para cozinhar para fora, de manter as minhas encomendas Paleo a 100%. Voltar a organizar os meus Workshop’s e eventos em torno da Paleo.
Mas continuarei a partilhar o meu dia-a-dia e as minhas escolhas tanto quanto possível…

AGRADECIMENTO

O respeito pela integridade dos textos dos meus amigos “entrevistados” faz com que tenha de partilhar estes textos, que tanto me enchem de orgulho, como me fazem corar até À ponta das orelhas…

A ti, meu querido Edu, com quem tanto gosto de partilhar conhecimentos, de discutir assuntos e opiniões, de me sentar na mesma mesa que tu (e a tua linda esposa)…😍 a partilhar tão mais do que deliciosas refeições.. o meu Muito Obrigada. 💛Primeiramente pelo convite, por me teres escolhido para esta magnifica entrevista .. pela excelente iniciativa e trabalho que tens em dar do teu pouco tempo disponível, em prol da divulgação da Paleo.
Parabéns por este teu (tão nosso) cantinho e que continues a crescer e a espalhar o teu fantástico conhecimento. Obrigada por tudo…💛

Ser Feliz, Ser Paleo - Encomendas

 

 

 

 

 

 

 

A Liliana tem um feitio muito dela. Frontal e honesta vai directa ao assunto e para ser fiel a si mesma, também no discurso “não adoça” muito as respostas… 😉 e é, para além do seu extenso conhecimento e prática, o que a torna uma tão “eficiente madrinha” e tão útil e verdadeiros os seus testemunhos… OBRIGADO PELA TUA DEDICAÇÃO LILIANA e pelo tempo que dedicas a este “movimento”… FAZES DIFERENÇA!

PERFIS ANTERIORES:

A não perder os anteriores Perfis (disponíveis nos links abaixo), para ficar a conhecer um pouco melhor gente tão inspiradora…

Suzana Cardoso –  Sejam saudáveis, sejam felizes
Joana Franco e Abreu – 3 para as 2
Marta Simões – Na Caverna da Marta
Márcia Patrício – Os Temperos da Argas | Paleo
Evans AC – Doceira Diabólica ou Musa Inspiradora?!

 

NUTRIrevolução | Joana Franco e Abreu – 3 para as 2

“Custa-me ver crianças com bolachas e produtos processados para comer na escola… Já tive auxiliares que vieram ter comigo para partilhar que viram o meu filho levar ovos para lanche e que nunca tinham pensado nisso e passaram a levar também;”

Existem algumas pessoas, no panorama nacional do “esforço” de divulgação do estilo de Vida Paleo / Primal, que se destacam, pela sua capacidade de inspirar, motivar e “comunicar a nossa mensagem”. São pessoas que conquistaram a afeição e confiança da comunidade Paleo / Primal e são frequentemente apontadas como referência e exemplo…

NUTRIrevolução convidou algumas dessas pessoas a partilharem connosco um pouco da sua “história” e experiência nestas opções “alternativas” de alimentação e modo de vida…

PERFIS PALEO

3 para as 2 - página de Receitas PaleoHá pessoas que me inspiram… quando penso que tenho muito trabalho e pouco tempo livre, entre dois empregos, o manter o site, rede social e Podcast, lembro-me de pessoas como a Joana. A Joana Franco e Abreu consegue (não me perguntem como), conciliar a sua carreira como profissional numa grande multinacional, num sector bastante competitivo (que envolve compromissos diários, viagens e projectos para gerir) com a vida doméstica como esposa e mãe extremosa de três crianças. Para além de tudo isso ainda arranja tempo para nos fazer crescer água na boca, inspirar-nos e fazer subir a insulina só com as fantásticas fotos das receitas que publica na sua página Facebook 3 para as 2.

Já conhecem a página da Joana? Se não, não sabem o que estão a perder…

Existem pessoas que respeito e admiro apesar de não ter (ainda) o privilégio de conhecer pessoalmente. Pessoas que vou conhecendo pelas conversas que mantemos pontualmente, pelo que apreendo da sua conduta e postura em publicações e comentários, pelo apoio, auxílio e motivação que transmitem de forma desinteressada, pelos princípios que defendem de uma forma clara e transparente.

A Joana defende as opções por uma alimentação saudável, baseada em alimentos verdadeiros, mas também advoga a sustentabilidade ambiental e ecológica, a consciência de que são muitos os factores que contribuem para um mundo melhor e um futuro mais risonho (não fosse ela mãe de três :))

Na cozinha, a Joana tem o dom de pegar em ingredientes simples mas de qualidade e combiná-los de formas inesperadas, resultando em pratos não só de grande requinte visual (já me viram bem as fotos dela na página 3 para as 2?! São literalmente de ficar de queixo caído…), como em experiências ricas e envolventes no palato…

3 para as 2 - Doces Paleo

A Joana tem alma de artista (já vos referi aquelas fotos?!) e uma paixão por Dança Clássica e Equitação.

ENTREVISTA

  • Quando consideras que iniciaste a tua “descoberta” de um estilo de vida e nutrição Paleo / Primal (ou a “tua” forma de descrever o que segues)?

Acho que inconscientemente sempre tive alguma tendência a seguir. Fui mãe cedo e sempre fui um pouco “talibã” com o que se comia. Nunca entraram refrigerantes, gomas, rebuçados, cereais com quilos de açúcar….

Claro que entravam alguns processados e alguns alimentos desnecessários, mas não foi uma mudança do 80 para o 8!

  • Quais foram as tuas motivações? O que provocou o “click”?

Não fui dos casos que procuraram este regime alimentar por necessidade de perda de peso. O grande “click” deu-se (infelizmente!) com o desenrolar de problemas de saúde meus (cancro da mama), associados ao quadro asmático do mais novo.

Incentivada pela equipa médica que me acompanha (um bem haja!), fui procurar alimentos limpos, frescos, orgânicos. E na realidade… Basta pensar um pouco e percebe-se logo que esse só pode ser O caminho. Alimentação consciente e equilibrada, com maior conhecimento e atenção às reacções do nosso corpo!

  • Como descreves os primeiros tempos? Foi difícil a “mudança” de opções?

Como já não era grande consumidora de produtos processados, não foi difícil. Foi mais complicado andar a ler rótulos e perceber o que fazia bem e o que fazia mal e mesmo dentro do que está “aceite”, ver como reagia o meu corpo e o dos meus filhos. E o pão… ai o pão! Mas a partir do momento em que estava tudo identificado, foi sempre a andar!

3 para as 2 - Receitas Paleo

  • Sentiste que as “tuas pessoas”, quem tinhas à tua volta, familiares, amigos, colegas, foram aliados ou trataram-te como um ET? 😊

A família não. Viram os problemas que tive e a diferença no mais novo foi notória e quase imediata. É o chamado “contra factos não há argumentos”!

Os mais novos foram educados sempre com estas premissas e são grandes impulsionadores de comer saudavelmente na escola. Até já tiveram coleguitas a pedir aos pais lanches iguais! (tomates, frutos secos, ovos de codorniz….). Os amigos sim, podem ter estranhado um pouco mais. Mas com uma boa comunicação e resumindo o estilo de vida ao “mais natural possível, sem ingredientes estranhos”, ninguém ficou indiferente. Aliás, basta pô-los a ler ingredientes presentes em bolachas correntes como “carbonatos de amónio” para fazê-los perceber que algo está errado quando não compreendemos o que estamos a comer.

  • Quando tiveste a “certeza” de que estavas no “caminho” certo? E quando as pessoas à tua volta se “renderam” à evidência (se aconteceu…)?

O meu corpo mostrou-me que estava no caminho certo. As bronquiolites do mais novo diminuíram substancialmente. A energia voltou, o inchaço diminuiu. Foram imensas as diferenças! E convenhamos…. A comida natural tem outro gostinho….!

Costumo dizer que temos de ter uma comunicação clara. Com amigos, fora do âmbito familiar, costumo resumir o estilo de vida ao “mais natural possível, sem ingredientes estranhos”. Aliás, basta pô-los a ler ingredientes presentes em bolachas correntes como “carbonatos de amónio” para fazê-los perceber que algo tem de estar errado quando não compreendemos o que estamos a comer.

E este estilo de vida pode e deve ser extensível a tudo o que nos rodeia – produtos ecológicos e sustentáveis do dia a dia (escovas de dentes, detergentes, marmitas….), redução de medicação (é quase uma consequência directa em muitos casos!), respeito pelo nosso ritmo circadiano, evitar o stress…. Tanta coisa! Para nos ajudarmos a nós e ao nosso planeta.

3 para as 2 - Receitas Paleo

  • Tens algum “episódio”, alguma “história” engraçada / diferente / marcante, de que te lembres, relacionada com estas opções de vida?

Tenho algumas engraçadas, sobretudo relacionadas com o efeito comida de casa/escola.

Já tive auxiliares que vieram ter comigo para partilhar que viram o meu filho levar ovos para lanche e que nunca tinham pensado nisso e passaram a levar também; já tive casos da minha filha mais velha levar comida para a escola que acabou por dividir com uma colega porque a comida dela era das congeladas e a da minha filha era “das boas”; já me ri ao ver o meu filho mais novo preferir um belo presunto a um pão… Rio-me quando as educadoras dizem que gostavam de comer o que os miúdos levam para o almoço…!

Uma das melhores histórias que tenho foi chegar a um café em Moledo, no dia 1 de Janeiro (o único aberto, por sinal), ter a mesa toda a pedir tostas e pão e eu pedir um ovo cozido e um café. A cara do empregado foi impagável, e nem sabia o que havia de cobrar!

E claro, levo no coração as histórias das minhas afilhadas do PAP | Projecto de Apadrinhamento Paleo, do Grupo Facebook Na Cozinha Paleo com a Evans, que foram perdendo peso e ganhando saúde.

  • Em quase todos que sentiram grandes benefícios nesta mudança de opções, surgiu um desejo altruísta de partilhar com as outras pessoas estes benefícios. Algumas pessoas, como tu, fazem os possíveis por divulgar o “conceito”, por vezes às custas de algum tempo para a família ou lazer… O que te motiva para tal? O que “te move”?

Custa-me ver crianças com bolachas e produtos processados para comer na escola. Custa-me perceber que o nosso corpo – a máquina que nos move e nos conserva – é muitas vezes renegado para 15º plano só porque “custa” fazer uma sopa e escalfar um ovo.

Compreendo perfeitamente que o gosto pela cozinha seja uma limitação, mas acho que o gosto por nós próprios e pela nossa saúde deve estar sempre em primeiro lugar. Comecei a partilhar o que fazia pelos inúmeros pedidos de pessoas próximas para dar as receitas, para dar ideias, para verem como se pode comer saudavelmente, mas de forma saborosa e limpa. Tenho um grande apoio dos meus “cobaias” em casa e cada vez mais sinto apoio de quem se dá ao trabalho de ler o que escrevo e comentar o que faço! (E digamos que a prejudicada sou eu, que como a comida fria depois de andar a acertar na fotografia a tirar…..!)

3 para as 2 - Doces Paleo

  • Penso que tens feito um excelente trabalho, quer através da motivação das pessoas, com os teus exemplos, com as tuas maravilhosas receitas que publicas na tua página Facebook “3 para as 2”, tudo com bons ingredientes, com o teu excelente humor e boa disposição, exemplos de vida, mostrar que é real, que as mudanças e boas opções são possíveis e prazerosas…

  • Que novos projectos / planos tens para continuar esse “trabalho” em 2019? O que te motiva a continuar?

Projectos projectos…. Tenho tantos! Como mãe de 3 filhos e profissional muito ativa num ramo que em nada coincide com o alimentar, encontro alguns entraves no que seria o meu ideal – focar a alimentação consciente no plano infantil (onde tudo começa!), com possíveis workshops (e quem sabe algo mais…!) nesta área. Mas a vida é construída de passinho em passinho, por isso quem sabe um dia possa concretizar estas ideias! Mas a página certamente continuará a mostrar marmitas, receitas variadas e um pouco do caos feliz e concertado que é tomar conta de uma família numerosa!

Edu, admiro-te muito, admiro imenso a tua capacidade de te “desdobrares” em mil e um ofícios e quero-te deixar os meus sinceros parabéns pelo teu blog e por todo o tempo que dedicas a informar e esclarecer quem procura um estilo de vida consciente. Obrigada por tudo e fico muito honrada por teres-te lembrado de mim 😊 Um grande beijinho!

Agradecimentos

Obviamente que as extremamente amáveis palavras acima me deixaram completamente babado, até porque, como já referi, eu sim, admiro a capacidade da Joana conciliar toda uma vida profissional agitada e exigente, com uma vida familiar que não o será menos…

Com todas essas exigências das suas rotinas diárias, consegue ainda equacionar tempo para:

  • Generosamente dar de si às pessoas que seguem a sua página;
  • Publicar regularmente na página 3 para as 2 receitas que inspiram motivam e são excelentes opções de marmitas;
  • Apoiar pessoas com as suas respostas a dúvidas e questões, expostas nos Grupos em que participa;
  • Um trabalho fantástico que desenvolve no âmbito do PAP | Projecto de Apadrinhamento Paleo;
  • Mostrar que se pode ser esposa, mãe, ter uma carreira exigente e ainda estar disponível para os outros…

E ainda consegue “perder tempo” a dar “feedback” e sugestões extremamente lúcidas, objectivas e construtivas para me ajudar a melhorar o meu site. Obrigado por tudo Joana!

PERFIS ANTERIORES:

A não perder os anteriores Perfis (disponíveis nos links abaixo), para ficar a conhecer um pouco melhor gente tão inspiradora…

Suzana Cardoso –  Sejam saudáveis, sejam felizes
Liliana Bento – Ser Feliz, Ser Paleo
Marta Simões – Na Caverna da Marta
Márcia Patrício – Os Temperos da Argas | Paleo
Evans AC – Doceira Diabólica ou Musa Inspiradora?!

 

NUTRIrevolução | WorkshopComAEvans – Encontros Paleo

Workshop Com A EvansFamílias reais vs Famílias virtuais

Penso que concordarão comigo que nós humanos somos seres sociais.

Somos melhores versões de nós mesmos em encontros e convívio.

Tudo é melhor quando é partilhado. Todas as nossas vitórias e sucessos, os risos, as tolices e disparates. Até as lágrimas e desgostos se suportam melhor em companhia…

Quando nos decidimos a “impor” mudanças nas nossas vidas, quando nos orientamos por caminhos, atitudes e opções substancialmente diferentes do que são as da “maioria” … podemos sentir-nos sós. Podemos até sentir a pressão social “bem-intencionada” de outros, que pretendem levar-nos de volta ao “bom caminho”. Quando essa pressão nos chega de família e amigos, tudo se torna ainda mais difícil…

Famílias virtuais

Talvez seja por essas razões que “comunidades virtuais”, de pessoas que seguem as mesmas opções, trilham os mesmos caminhos e partilham quer as suas dificuldades como os seus sucessos, se tornam tão importantes. Quando a boa disposição, o excelente ambiente e a harmonia fazem parte da “alma” e fundação dessas comunidades, temos uma “família virtual”.

Quando se reúnem pessoas que só se conhecem através da partilha de fotos, de comentários ou mensagens “virtuais”, tudo pode acontecer. Podemos ter constrangimentos, estranheza ou desilusões. Ou pode acontecer magia! Pessoas que nunca se tinham encontrado podem re-descobrir cumplicidades e emoções!

No passado dia 26 de janeiro, a “família” Na Cozinha Paleo com a Evans aproveitou a desculpa do WorkshopComAEVANS, reuniu-se na Pastelaria Catherine, em Benavente e aconteceu magia… 🙂

Workshop com a Evans

WorkshopComAEvans

Poderia ter sido apenas mais uma sessão de um Workshop Paleo / Primal

Poderia ter sido apenas uma partilha honesta de excelentes receitas, truques e dicas pela “diabólica” Evans

Poderia ter sido apenas uma reunião de amigos, os de sempre e os de ocasião…

Foi tudo isso e muito mais… foram sorrisos e emoções, gargalhadas e afectos, trocas de ideias e experiências, abraços sentidos, elogios dos que nos fazem corar, surpresas e reencontros…

Dificilmente a Pastelaria Catherine conseguiria receber mais pessoas. A acolhedora sala tornou-se pequena para as mais de trinta pessoas (adicionar ainda a “organização”), que compareceram e ajudaram a construir uma tarde memorável.

O ambiente foi deveras descontraído, pontuado de conversa, questões, dúvidas e partilhas.

Receitas Diabólicas…

As opções de receitas foram escolhidas pelo enquadramento local (uma pastelaria) e enquadram-se bem na reputação de Doceira Diabólica de Evans. 😉 Não podia faltar a receita do famoso Pão de Ló, Tarte de Maçã e Caramelo, Leite Creme, Mousse de Chocolate, entre outros “doces pecados”… 😉 todos Paleo!

Entre a preparação das receitas falou-se de ingredientes e produtos, de melhores escolhas e de onde os encontramos (lojas e fornecedores), de “truques e dicas” culinárias, do amor pela cozinha e dos benefícios da Paleo.

Com a sua simplicidade, serenidade e entusiasmo, Evans cativou plenamente a audiência presente (que basicamente se dividiu entre os que já eram fãs e os que passaram a ser… 😉).

As fotos que existem demonstram bem a boa disposição, harmonia e espírito do grupo. As muitas fotos e vídeos que NÃO FORAM tiradas (pedimos desculpa, mas estávamos demasiado ocupados a conviver), seriam certamente ainda mais expressivas. Essas ficaram bem guardadas em espírito…

Tendo sido a primeira edição de um WorkshopComAEvans em Portugal, não podemos deixar de sublinhar  o enorme êxito, que deixa adivinhar muitos futuros sucessoS!

Nem todos foram “momentos altos”… existiu ainda tempo e oportunidade para eu maçar “de morte” a plateia. Já nem recordo qual foi a “provocação” ou dúvida que me levaram a falar sobre “Diabetes tipo 2”, hipoglicemia e o estado da medicina actual… Felizmente foi pouco tempo pois penso que algumas pessoas já estavam a cabecear e pareceu-me ver olhos a fecharem-se na última fila… 😀

O tempo passou a correr e quando demos por isso já estávamos a fazer filas para provar todas as delícias. Devoraram-se e muito se elogiaram quer as que se cozinharam durante o Workshop como as que foram trazidas pelas nossas “estrelas” convidadas.

Nas fotos podemos reconhecer a famosa torta de courgette e bacon, tostas de mandioca e canela (crocantes e deliciosas) e uma compota de abóbora caseira tudo pela nossa Anabela Borges, um fantástico salame Paleo da Liliana Bento (Ser Feliz, Ser Paleo) e a Lana Daryna (Dobre Prato) levou os seus fantásticos enchidos (salsichas de frango, peru e porco, bacon, chouriço e outras maravilhas). Lembrar que já vos tinha falado aqui das suas “páginas” que nos permitem ter acesso a excelentes produtos Paleo.

No final do encontro, entre despedidas bem dispostas e promessas de reencontros, foram entregues certificados de participação e uma “lembrança” para assinalar e lembrar o momento…

  • WorkshopComAEvans